Diabetes tipo 2 associada a declínio na função cerebral em adultos mais velhosNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Dezembro de 2018 | 19 Visualizações

Um novo estudo demonstrou que as pessoas mais velhas com diabetes de tipo 2 podem apresentar um declínio na memória e fluência verbal no espaço de cinco anos.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade da Tasmânia e da Universidade Monash, ambas na Austrália, o estudo contou com a participação de 705 voluntários com idades compreendidas entre os 55 e os 90 anos.
 
348 dos participantes tinham uma média de idades de 68 anos e diabetes de tipo 2. Os outros 357 perfaziam uma média de 72 anos de idade e não tinham diabetes.
 
Todos os participantes foram submetidos a ressonância magnética ao cérebro, para determinar eventual atrofia cerebral, e amedições neuropsicológicas para apurar a função global e cognitiva, em três momentos diferentes, ao longo de um período médio de 4,6 anos.
 
Após os devidos ajustes das variáveis de confundimento, a equipa detetou uma associação substancial entre a diabetes de tipo 2 e um maior declínio cognitivo em termos de memória e fluência verbais. 
 
Embora os pacientes com diabetes evidenciassem uma maior atrofia cerebral no início do estudo, durante o período de acompanhamento não se verificou uma diferença na atrofia cerebral entre os voluntários com e sem diabetes. Não foi, também, detetado um impacto da relação diabetes/cognição sobre a taxa de atrofia cerebral.
 
Durante o período do estudo, a fluência verbal aumentou ligeiramente nos participantes sem diabetes de tipo 2 e decresceu nos participantes com a doença.
 
“Um declínio cognitivo tão acelerado poderá contribuir para dificuldades executivas nas atividades do dia-a-dia e comportamentos de saúde – como cumprimento da medicação – o que, por sua vez, pode influenciar negativamente a saúde vascular e o declínio cognitivo futuros, e possivelmente um desencadeamento precoce de demência naqueles com diabetes de tipo 2”, comentaram os autores. 

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Diabetologia”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados