Diabetes tipo 1: dieta com poucos hidratos de carbono é promissoraNotícias de Saúde

Quinta, 10 de Maio de 2018 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: London Diabetes Centre

Um estudo demonstrou um excecional controlo de glicose e poucos problemas de hipoglicemia em pacientes com diabetes de tipo 1 na sequência de uma dieta muito pobre em hidratos de carbono.
     
O estudo que foi efetuado por uma equipa de investigadores liderada por Belinda Lennerz e David Ludwig do Hospital Pediátrico de Boston, EUA, teve por base uma sondagem efetuada junto de 493 pessoas que tinham seguido uma dieta com pouquíssimos hidratos de carbono, segundo as recomendações da obra “Dr. Bernstein's Diabetes Solution”, de Richard Berstein.
 
Entre as pessoas que efetuaram a sondagem, os investigadores conseguiram confirmar 138 diagnósticos de diabetes assim como medições de controlo da glicose no sangue, de saúde metabólica e outros resultados, junto de prestadores de cuidados de saúde ou dos próprios processos clínicos dos pacientes. 42% dos participantes eram crianças.
 
Os participantes relataram consumir uma média diária de 36 gramas de hidratos de carbono por dia, o que corresponde a cerca de 5% das calorias totais. Para efeito de comparação, as diretrizes da Associação Americana da Diabetes recomendam que cerca de 45% das calorias sejam obtidas a partir de hidratos de carbono. 
 
Na sequência da dieta de pouquíssimos hidratos de carbono, os participantes disseram que os valores de hemoglobina A1c (para controlo da glicose no sangue) estavam situados dentro dos valores normais, com 5,67% (pretende-se que estejam abaixo dos 7%, mas os níveis prevalentes rondam os 8,2%).
 
Foi também apurado que os participantes necessitaram de doses de insulina inferiores ao normal (0,40 U/kg/dia), assim como evidenciaram medições de sensibilidade à insulina de saúde cardiometabólica favoráveis.
 
Existem preocupações relativas ao consumo de poucos hidratos de carbono e um maior risco de hipoglicemia ou descidas perigosas na glicose no sangue. No entanto, só se registou 1% de hospitalizações por hipoglicemia e 2% por cetoacidose. 
 
Os autores do estudo lembraram que antes da descoberta da insulina, costumava-se restringir o consumo de hidratos de carbono nas crianças com diabetes de tipo 1, o que permitia prolongar a vida. 

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Referência
Estudo publicado na “Pediatrics”

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