Diabetes tipo 1: desenvolvido pâncreas artificial implantávelNotícias de Saúde

Segunda, 06 de Julho de 2015 | 393 Visualizações

Fonte de imagem: cityofhope

Investigadores desenvolveram um pâncreas artificial implantável que poderá eliminar a necessidade da utilização de injeções e bomba de insulina para os pacientes com diabetes tipo 1, refere um estudo publicado na revista “Industrial & Engineering Chemistry Research”.

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o pâncreas deixa de produzir a hormona insulina, que resulta em níveis perigosamente elevados ou baixos de glucose. Os indivíduos com diabetes tipo 1 devem medir os níveis de glucose ao longo do dia, através de picada no dedo. Estas medições são utilizadas para calcular a dose de insulina necessária.

Para administrar a insulina no organismo, os pacientes ou se injetam com a hormona várias vezes ao longo do dia, ou têm uma infusão contínua da hormona através de uma bomba de insulina.

De acordo com os investigadores da Universidade da Califórnia-Santa Barbara, nos EUA, o novo dispositivo pode facilitar o controlo da diabetes tipo 1, evitando a necessidade de os pacientes picarem o dedo e das injeções múltiplas.

O estudo refere que este novo dispositivo utiliza um algoritmo para monitorizar os níveis de glucose dos pacientes e para calcular a dose de insulina necessária, que é automaticamente administrada ao organismo.

Após terem realizado um teste ao dispositivo, que envolveu a simulação de um aumento e queda dos níveis de glucose que ocorre após as refeições durante o dia, os investigadores constataram que os níveis de glucose no sangue foram mantidos entre 80 a 140 mg/dL em 78% do tempo.

Na opinião de um dos autores do estudo, Francis J. Doyle, este dispositivo tem o potencial de transformar o controlo da diabetes tipo 1. “O sistema de circuito fechado proporciona um controlo muito mais apertado, a um nível sem precedentes, para minimizar as complicações e melhorar a qualidade de vida”, referiu.

Os investigadores esperam que o pâncreas artificial esteja disponível para os pacientes com diabetes tipo 1 nos próximos cinco anos. O próximo passo é conduzir um teste em animais, de forma a avaliarem o seu desempenho in vivo.

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Referência
estudo publicado na revista “Industrial & Engineering Chemistry Research

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