Diabetes: será possível prevenir episódios perigosos de hipoglicemia?Notícias de Saúde

Sábado, 22 de Dezembro de 2018 | 9 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Um estudo recente revelou a descoberta de um novo biomarcador que deteta e previne episódios de hipoglicemia, ou seja, baixos níveis açúcar no sangue, em pacientes com diabetes.
 
A descoberta foi da autoria de uma equipa de investigadores do Centro de Investigação Biomédica Pennington da Universidade do Estado de Louisiana, EUA, e poderá preencher a lacuna relativa à enorme necessidade de uma ferramenta para diagnosticar episódios de hipoglicemia.
 
A hipoglicemia é uma complicação grave em quem tem diabetes de tipo 1 ou 2. Quando ocorre um episódio de hipoglicemia, o paciente poderá sentir tonturas, náuseas e dores de cabeça, sintomas que o farão procurar assistência médica imediata.  
 
Contudo, quando ocorrem demasiados episódios de hipoglicemia, o paciente pode deixar de experienciar aqueles sintomas, não se apercebendo que estão a ter um ou mais episódios [de hipoglicemia], até ser tarde de mais. Esta doença é conhecida como insuficiência autonómica associada à hipoglicemia (IAAH).
 
Atualmente não existe uma ferramenta para esta doença, que é potencialmente fatal se não for tratada.
 
Os investigadores neste estudo focaram-se na adaptação do cérebro, na sequência de um episódio de hipoglicemia. A glicose é essencial para a função cerebral e, na presença de uma baixa de glicose, o cérebro vai buscar fontes de energia alternativa, como o acetato. 
 
“Os resultados do nosso estudo sugerem que esta adaptação poderá continuar a estar presente após a exposição a momentos de baixo açúcar no sangue, e pode assim ser usada para medir a frequência com que uma pessoa experiencia o baixo açúcar no sangue”, explicou David McDougal, investigador neste estudo. 
 
O investigador considera que a medição da forma como o cérebro do paciente usa o acetato poderá ser usada para determinar se o mesmo sofre de IAAH ou se poderá desenvolver a doença futuramente.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na “Acta Diabetologia”

Notícias Relacionadas