Diabetes: percentagem de gordura corporal, e não IMC, prevê riscoNotícias de Saúde

Sexta, 27 de Abril de 2018 | 286 Visualizações

Fonte de imagem: The Conversation

A percentagem de gordura corporal deve ser tida em conta para além do índice de massa corporal (IMC) para o rastreio da diabetes, indicou um novo estudo.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade da Florida, EUA, apurou que os indivíduos com um IMC normal, mas com uma percentagem elevada de gordura corporal apresentam uma maior propensão para desenvolverem diabetes ou pré-diabetes, do que os indivíduos com excesso de peso, mas com uma percentagem mais baixa de gordura.
 
A percentagem de gordura corporal calcula a proporção de massa gorda em relação à de massa magra num indivíduo. 
 
Para o estudo, a equipa liderada por Ara Jo, analisou dados de uma sondagem sobre a saúde e nutrição dos norte-americanos e contou com participantes com 40 anos e mais de idade, que tinham sido submetidos a exames clínicos e entrevistas sobre a sua saúde entre 1999 e 2006.
 
A equipa centrou-se em indivíduos que nunca tinham sido diagnosticados com diabetes de tipo 2, e analisaram a percentagem de gordura corporal dos participantes através de uma técnica conhecida como absorciometria por duplo feixe de Raios-X (DEXA). 
 
Foram usadas as diretrizes norte-americanas que determinam que uma percentagem de gordura corporal é considerada elevada quando é de 25% ou superior nos homens e de 35% ou mais em mulheres.
 
Como resultado, apurou-se que 13,5% dos participantes com um IMC normal, mas com uma elevada percentagem de gordura corporal tinham diabetes ou pré-diabetes, em comparação com 10,5% cujo IMC os considerava como tendo excesso de peso, mas com pouca gordura corporal. 
 
Ara Jo avança que “tipicamente, o IMC normal é percecionado como sendo saudável”. Isto significa que as pessoas com IMC normal são negligenciadas em muitas diretrizes de saúde preventiva.
 
“Este estudo alimenta mais a ideia de magros gordos e demonstra que a percentagem de gordura corporal é mais importante do que o IMC na identificação de indivíduos com pré-diabetes”, concluiu Arch G. Mainous III que participou neste estudo.

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Referência
Estudo publicado na “BMJ Open”

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