Diabetes gestacional pode aumentar risco de doenças cardíacas no bebéNotícias de Saúde

Quarta, 25 de Julho de 2018 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: Abbott Nutrition

A diabetes gestacional pode fazer aumentar o risco de disfunções nos vasos sanguíneos e doenças cardíacas no bebé, indicou um novo estudo.
 
Conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana, EUA, o estudo descobriu ainda que os riscos para a saúde cardiovascular detetados são devidos a alterações numa proteína do tecido muscular responsável pela formação da rede de vasos sanguíneos.   
 
A diabetes gestacional, que afeta cerca de 7% das grávidas, se não for controlada pode provocar hipertensão ou parto prematuro ou de um nado-morto. Estudos anteriores tinham detetado que os bebés de mães que tinham tido diabetes gestacional apresentavam níveis mais elevados de uma proteína conhecida como transgelina. 
 
A transgelina está presente nas células formadoras de colónias endoteliais que revestem as paredes dos vasos sanguíneos. Esta proteína regula a migração celular, um processo que está envolvido na cicatrização de feridas e na construção de redes de vãos sanguíneos.
 
O cordão umbilical do bebé é rico em células formadoras de colónias endoteliais, sendo que a disfunção destas células que ocorra no útero pode afetar a saúde dos vasos sanguíneos a longo prazo e aumentar o risco de doenças cardíacas no bebé numa fase posterior da vida.
 
Os investigadores deste estudo analisaram os efeitos de níveis elevados de transgelina sobre as células formadoras de colónias endoteliais em amostras sanguíneas de cordões umbilicais de mães que tinham tido diabetes gestacionais. 
 
Foi observado, que em comparação com as amostras sanguíneas recolhidas de mães que não tinham tido complicações na gravidez, as amostras das que tinham tido diabetes gestacional apresentavam níveis mais elevados de transgelina e uma maior disfunção nos vasos sanguíneos durante a formação. 
 
A redução dos níveis de transgelina nas células expostas à diabetes “melhorou significativamente a formação inicial da rede [de vasos sanguíneos], a estabilização da rede contínua e a migração celular”, concluíram os investigadores.

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Referência
Estudo publicado na revista “American Journal of Physiology-Cell Physiology”

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