Diabetes de tipo 2: idade de diagnóstico influencia risco cardiovascularNotícias de Saúde

Quarta, 28 de Fevereiro de 2018 | 23 Visualizações

Fonte de imagem: Estudo publicado na revista “Diabetologia”

Um novo estudo revelou uma associação entre a idade em que se recebe um diagnóstico de diabetes e o risco de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e mortalidade relacionada com cancro.
 
Com efeito, Dianna Magliano, Jonathan Shaw do Instituto do Coração e Diabetes Baker, em Melbourne, Austrália, e equipa apuraram que quanto mais jovem se recebe um diagnóstico da diabetes de tipo 2, maior é o risco de morte por causa cardiovascular.
 
Os investigadores analisaram, para o estudo, dados sobre 743.709 indivíduos da Austrália, que tinham sido diagnosticados com diabetes entre 1997 e 2011. Os participantes encontravam-se registados no Esquema de Serviços Nacionais da Diabetes Nacionais da Austrália que incluíam pormenores sobre a mortalidade e respetivas causas.
 
Durante o período em que decorreu o estudo, os indivíduos tinham recebido o diagnóstico de diabetes com uma média de idades de 59 anos e foram registados 115.363 óbitos. 
 
Os investigadores observaram que quanto mais cedo tinha sido diagnosticada a diabetes de tipo 2, e logicamente mais tempo tinha durado a doença, maior era o risco de morte por todas as causas, principalmente por doença cardiovascular.
 
Foi apurado que receber um diagnóstico 10 anos mais cedo, fazia aumentar o risco de mortalidade por todas as causas em 20 a 30%, e por doença cardiovascular em 60%, tanto para homens como para mulheres. 
 
Curiosamente, o risco de mortalidade relacionada com o cancro era menor nos indivíduos que tinham recebido o diagnóstico de diabetes de tipo 2 numa idade mais precoce. Os investigadores especulam que este achado poderá dever-se ao facto de estas pessoas terem um maior contacto com o sistema de saúde, o que aumenta a possibilidade de deteção de cancro.
 
Com base nestes achados, a equipa considera que “um maior cuidado clínico é imperativo para os indivíduos com um início precoce de diabetes de tipo 2”. Dever-se-ia assim otimizar as aptidões de autogestão dos pacientes, assim como os tratamentos clínicos para prevenir ou reduzir o desenvolvimento de complicações e comorbidades. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Diabetologia”

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