Diabetes de tipo 2 antes dos 40 anos aumenta risco cardiovascularNotícias de Saúde

Quinta, 11 de Abril de 2019 | 12 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

Receber um diagnóstico de diabetes de tipo 2 antes dos 40 anos de idade faz aumentar o risco de doença e morte cardiovascular, especialmente em mulheres, demonstrou um novo estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Naveed Sattar da Universidade de Glasgow, Escócia, Reino Unido, contou com a análise de dados sobre 318.033 pacientes com diabetes de tipo 2 na Suécia. 
 
Os dados sobre os pacientes com diabetes de tipo 2 foram comparados aos de 1.575.108 controlos sem diabetes de tipo 2, relativamente à prevalência de doenças relacionadas com o coração, durante um período de cinco anos.
 
Foi verificado que os pacientes diagnosticados com diabetes de tipo 2 antes dos 40 anos de idade apresentavam os piores resultados em termos cardiovasculares, com o maior índice de acidente vascular cerebral (AVC), ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, fibrilhação auricular e morte.
 
Na maioria das categorias de doenças e morte cardiovascular analisadas, as mulheres apresentavam piores resultados do que os homens.
 
Por outro lado, nos idosos os resultados foram menos preocupantes. Com efeito, nas pessoas diagnosticadas com diabetes de tipo 2 aos 80 anos ou mais de idade, o aumento do risco de morte, independentemente da causa, era bastante menor e equivalia ao de pessoas com idade semelhante e sem diabetes.
 
Segundo Naveed Sattar, considerando que o excesso de risco da diabetes de tipo 2 está associado à idade em que a pessoa é diagnosticada, estes achados sugerem que “temos que ser mais agressivos a controlar fatores de risco nas populações mais jovens com diabetes de tipo 2 e especialmente nas mulheres”.
 
Adicionalmente, “o nosso trabalho poderia ser também usado para encorajar as pessoas de meia-idade com um maior risco de diabetes a adotarem alterações no estilo de vida para atrasarem a sua diabetes durante vários anos”, concluiu o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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