Dexametasona: avanço no tratamento da COVID-19Notícias de Saúde

Sexta, 19 de Junho de 2020 | 144 Visualizações

Fonte de imagem: Olhar Digital

ensaio clínico RECOVERY, um estudo randomizado a ser realizado desde março 2020 em 176 locais por todo o Reino Unido e patrocinado pela Universidade de Oxford, tem pesquisado várias opções terapêuticas para a COVID-19.
 
Em inícios de junho, o segmento hidroxicloroquina do estudo foi encerrado, pois os investigadores consideraram, após a revisão dos dados até ao momento, que não existia benefício clínico do uso destes medicamentos em doentes COVID-19 hospitalizados.
 
A 16 de junho, no entanto, o estudo gerou resultados mais positivos. Os investigadores descobriram que doses baixas de dexametasona, um corticosteroide comum, melhoraram os resultados de sobrevivência em doentes com oxigenoterapia, comparado com o padrão de cuidados.
 
Os dados mostram uma diminuição estatisticamente significativa da mortalidade, de um terço em doentes ventilados e um quinto em doentes a receber oxigénio (sem ventilação). É de salientar, no entanto, que não foi demonstrado benefício em doentes sem intervenção respiratória. Os benefícios do resultado apenas são relevantes em doentes hospitalizados com uma apresentação mais severa da doença.
 
A dexametasona possui um perfil de segurança bem conhecido e está prontamente disponível a baixo custo, e portanto está numa posição de ter um impacto significativo no tratamento de COVID-19 em todo o mundo.
 
A ALERT tem estado atenta ao possível efeito de abordagens terapêuticas com corticosteroides e outros anti-inflamatórios no tratamento da COVID-19 (ver artigos de 13 de maio23 de abril6 de abril e 5 de abril de 2020), especialmente após rumores de que médicos em Espanha estavam a utilizar corticosteroides com respostas positivas, como reportado pelo El País depois dos resultados do ensaio clínico RECOVERY terem sido divulgados.
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