Determinadas influências genéticas na osteoporoseNotícias de Saúde

Quinta, 10 de Janeiro de 2019 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Medicare Health

Uma equipa de investigadores conseguiu compilar um mapa de fatores genéticos associados à estimativa da densidade mineral óssea (DMO), um dos fatores clínicos mais relevantes no diagnóstico da osteoporose. 
 
Num estudo conduzido no Instituto Lady Davis no Hospital Geral Judaico, Canadá, os investigadores descobriram 518 loci genómicos, dos quais 301 foram identificados pela primeira vez, que explicam 20% da variação genética associada à osteoporose. 
 
O achado poderá abrir a porta a novas oportunidades de desenvolvimento de fármacos que previnam ou tratem aquela doença óssea.
 
Para a sua investigação, John Morris, autor principal do estudo, e equipa avaliaram dados de 426.824 indivíduos que integravam a base de dados UK Biobank.
 
Após a análise dos dados, a equipa refinou a sua investigação e isolou um conjunto de genes que poderão constituir alvos de tratamentos preventivos em pacientes com predisposição para fraturas de osteoporose. A validez de alguns daqueles genes foi confirmada em animais.
 
“Os nossos achados representam um progresso significativo no destaque de oportunidades de desenvolvimento de fármacos”, explicou Brent Richards, investigador principal do estudo. “Este conjunto de alterações genéticas que influenciam a DMO proporcionam alvos farmacológicos que poderão ser úteis na prevenção de fraturas osteoporóticas”, acrescentou.
 
Brent Richards explicou que existem muito poucas opções de tratamento para a osteoporose. Além disso, muitos pacientes com alto risco de fraturas ósseas não tomam a medicação devido ao receio de efeitos secundários.
 
O especialista explicou ainda que os injetáveis que reconstroem o osso são extremamente dispendiosos. Por fim, a medicação que previne a perda óssea tem que ser administrada num horário rigoroso. 
 
Tudo isto concorre para existir um elevado número de pacientes que não estão a ser tratados. “Por isso, achamos que teremos mais sucesso se pusermos os pacientes a seguir um regime de tratamento que possa ser simplificado”, comentou ainda Brent Richards.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

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