Deteção precoce da doença de Parkinson para breve?Notícias de Saúde

Quarta, 12 de Junho de 2019 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Medical News Today

Um novo estudo desvendou um novo método para detetar a agregação da proteína alfa-sinucleína, que constitui uma das características distintivas da doença de Parkinson.
 
Debilitante e neurodegenerativa, a doença de Parkinson afeta tudo, desde a fala, passando pela postura, controlo de impulsos e sono, até à cognição do paciente. Ainda não foi encontrada uma cura para a doença. Existem somente tratamentos que aliviam alguns dos sintomas da doença.
 
Para piorar a situação, não é possível detetar a Parkinson nos seus estados iniciais. Efetivamente, na altura em que um paciente recebe o diagnóstico da doença, entre 50 a 80% das células dopaminérgicas na substância negra do cérebro estarão já mortas, é explicado no estudo. Isto poderá ser devido ao desenvolvimento de toxicidade resultante da agregação da alfa-sinucleína.
 
Segundo Uri Ashery, coautor do estudo, da Universidade de Telavive, Israel, “desenvolvemos um novo método para detetar os estádios iniciais da agregação de alfa-sinucleína, utilizando microscopia de alta resolução e análise avançada”. 
 
Uri Ashery explicou que a equipa, em colaboração com investigadores da Universidade de Cambridge, Reino Unido, desenvolveu um modelo animal da Parkinson que permitiu detetar diferentes estados da agregação daquela proteína. 
 
“Correlacionámos a agregação com a perda de atividade neuronal em deterioração e deficiências no comportamento dos ratinhos”, explicou o investigador.
 
Dana Bar-On, coautora do estudo, comentou que esta investigação é extremamente importante pois é agora possível detetar os estádios iniciais da agregação de alfa-sinucleína e monitorizar os efeitos de fármacos nessa agregação.
 
A investigadora espera que os achados sejam implementados de forma a permitir o diagnóstico precoce da doença de Parkinson.  
 
A equipa, em colaboração com o Instituto Max Planck e a Universidade de Munique, Alemanha, investigou o efeito de um fármaco conhecido como anle138b sobre a agregação da alfa-sinucleína e correlacionou os resultados com a normalização do fenótipo da Parkinson nos ratinhos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Acta Neuropathologica”

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