Desenvolvidos cremes inovadores para tratamento de queimaduras e psoríaseNotícias de Saúde

Quarta, 03 de Setembro de 2014 | 2217 Visualizações

Investigadores das Universidades do Minho (UMinho) e do Porto (UP) desenvolveram dermocosméticos "inovadores" que "ajudam" no tratamento de queimaduras, feridas profundas e psoríase, atuando "em algumas horas".
 
A notícia avançada pela agência Lusa refere que a aplicação destes cremes, desenvolvidos pelo Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da UMinho, em parceria com a empresa portuguesa M&MBiotechnology, Lda, e com a Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Porto, será feita na terça-feira, em Guimarães, no âmbito do 62.º Congresso Internacional e Encontro Anual da Sociedade de Plantas Medicinais e Investigação em Produtos Naturais (GA2014).
 
"São dermocosméticos com funcionalidade hidratante e coadjuvantes para o tratamento de queimaduras, psoríase e feridas recalcitrantes (profundas e de difícil cura), que atuam em algumas horas ou em alguns meses, consoante a gravidade dos casos", explicou o coordenador do polo CITAB da UMinho, Alberto Dias.
 
De acordo com o comunicado da UMinho, vão também ser divulgados mais de 800 trabalhos científicos, alguns dos quais poderão dar origem a novos fármacos para o tratamento de algumas das doenças com as maiores taxas de mortalidade em Portugal e no mundo.
 
"O consumo de plantas aromáticas e medicinais pode auxiliar no combate e na prevenção de várias patologias, em particular doenças cardiovasculares, cancro, diabetes, inflamações, doenças do foro neurológico e infeções fúngicas e bacterianas", refere Alberto Dias.
 
De acordo o especialista, há já várias plantas medicinais e aromáticas, "desde as mais comuns, como os orégãos, os coentros, a salsa, o caril e outras não comestíveis, que são incluídas em medicamentos convencionais. Um dos exemplos mais notórios é o taxol, que é utilizado no combate ao cancro da mama".
 
Alberto Dias aponta ainda o papel da nanotecnologia que “permite direcionar o tratamento para o foco do problema, o que se revela particularmente importante quando existem compostos que são tóxicos se administrados aos pacientes pelas vias convencionais".

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Referência
Lusa

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