Desenvolvido modelo matemático para similar libertação de fármacos através de stentsNotícias de Saúde

Terça, 24 de Janeiro de 2017 | 8 Visualizações

Fonte de imagem: Steemit

Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram um modelo matemático que simula a libertação do fármaco a partir dos ‘stents’ de última geração, denominados por drug-eluting stents (stents de libertação de fármacos), uma ferramenta que poderá ter impacto na cardiologia de intervenção.
 
O trabalho, publicado na revista científica “Mathematical Biosciences”, foi desenvolvido, ao longo de quatro anos, por especialistas do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC em colaboração com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC)/polo dos Covões.
 
Os drug-eluting stents (DES), também conhecidos como ‘stents’ farmacológicos, são dispositivos médicos utilizados na desobstrução de artérias.
 
O que distingue os DES dos ‘stents’ convencionais é o facto de “a estrutura metálica ser revestida por um material polimérico, em que é disperso um fármaco antiproliferativo, que é posteriormente libertado, evitando, ou pelo menos limitando, a posterior ocorrência de reestenose (reoclusão) no vaso intervencionado”, refere a UC numa nota enviada à agência Lusa.
 
O comportamento dos DES, isto é, “a distribuição ao longo do tempo do fármaco libertado nas paredes do vaso, é determinado por uma complexa combinação de fenómenos que dependem das propriedades do polímero, das propriedades do fármaco e da situação clínica do paciente, em particular do estado clínico das paredes do vaso sanguíneo intervencionado”, refere a UC.
 
É por essa razão que o modelo pode assumir um papel preponderante. “O modelo permite a introdução de parâmetros que caracterizam a situação clínica do paciente, como, por exemplo, a viscosidade do sangue e a geometria e composição da placa aterosclerótica”.
 
Uma vez personalizado o quadro clínico, “o conjunto de equações que constituem o modelo simula a distribuição de fármaco, ao longo dos meses subsequentes à implantação do ‘stent’, assim como algumas características da circulação sanguínea na região de implantação, para cada paciente individual”.
 
As informações fornecidas pelo modelo podem constituir “uma importante ferramenta de apoio à decisão clínica, possibilitando a definição de estratégias terapêuticas para prevenir o aparecimento da reestenose”, sublinha a UC.

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Referência
Estudo publicado na revista “Mathematical Biosciences”

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