Desenvolvidas estruturas maleáveis que replicam cérebro e pulmõesNotícias de Saúde

Segunda, 15 de Janeiro de 2018 | 60 Visualizações

Fonte de imagem: Imperial College London

Uma equipa de investigadores conseguiu desenvolver um novo método de criação de estruturas tridimensionais através de técnicas de impressão em 3D e de criogenia.
 
O novo método foi desenvolvido na Imperial College London, Inglaterra, deu continuidade a investigação anterior, mas é, no entanto, o primeiro a conseguir obter estruturas suficientemente maleáveis para reproduzirem as propriedades mecânicas de órgãos como o cérebro e os pulmões.
 
A técnica emprega dióxido de carbono sólido (gelo seco) que se transforma rapidamente numa tinta de hidrogel, à medida que é extrudida de uma impressora em 3D. Quando se descongela, é obtido um gel que é tão maleável como os tecidos do corpo.
 
Adicionalmente, este gel não se desintegra com o seu próprio peso, um problema de outras técnicas semelhantes desenvolvidas no passado.
 
A capacidade de simulação das propriedades dos tecidos orgânicos significa que estas novas estruturas podem ser usadas em procedimentos clínicos para formarem uma espécie de andaime como base de apoio para a regeneração de tecidos, em que os que estão danificados são encorajados a voltar a crescer.
 
Esta nova técnica de criação de estruturas de suporte muito maleáveis, à semelhança dos tecidos do corpo humano, tem-se vindo a tornar cada vez mais comum e com um leque de aplicações mais alargado. 
 
O tecido danificado é regenerado, assim como o suporte de estruturas porosas, com células que são encorajadas a crescer. Isto irá permitir evitar, por exemplo, os procedimentos de transplante de tecido que podem provocar a rejeição pelo organismo.
 
Para testar as estruturas impressas em 3D, estas foram “semeadas” com fibroblastos, células da derme que geram tecido conjuntivo na pele. O resultado foi bem-sucedido, com aderência e sobrevivência das células.
 
Se for bem-sucedida, a técnica poderá ser também adaptada para o desenvolvimento de células estaminais, o que é muito atraente do ponto de vista clínico devido à capacidade de estas células se diferenciarem em diferentes tipos de células.

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Referência
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

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