Desenvolvida ferramenta de rastreio de declínio cognitivo usável em casaNotícias de Saúde

Segunda, 25 de Junho de 2018 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Self Improvement

Uma equipa internacional de investigadores criou uma ferramenta de rastreio de declínio cognitivo associado ao envelhecimento que pode ser usada a partir de casa.
 
Os investigadores, da City University, Universidade de Londres e Universidade de Westminster, Inglaterra, e ainda Universidade de Lausanne, Suíça, desenvolveram a ferramenta de rastreio que pode ajudar, de forma simples e não-dispendiosa, na identificação precoce do défice cognitivo ligeiro através da deteção de sons e flashes de luz num computador.
   
Este achado é muito importante, considerado que o défice cognitivo ligeiro pode conduzir ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em 30 a 50% dos casos.
 
Para o estudo, foram recrutados 123 voluntários, 51 dos quais eram jovens adultos saudáveis, 49 adultos mais velhos também saudáveis e 23 adultos mais velhos com défice cognitivo ligeiro. Os investigadores liderados por Micah Murray, da Universidade de Lausanne pediram aos voluntários que pressionassem um botão sempre que vissem um flash de luz ou ouvissem um som. 
 
A equipa extraiu duas medições relativas ao desempenho de cada voluntário: se eram mais rápidos a detetarem os flashes ou sons, e até que ponto beneficiavam com a deteção de um evento auditivo-visual contra flashes ou sons. 
 
Paul Matusz, também da Universidade de Lausanne, explicou que apenas com estas duas medições, a equipa conseguiu identificar com exatidão se um voluntário tinha sido diagnosticado com défice cognitivo ligeiro através dos exames clínicos normalmente utilizados.
 
“Os nossos achados abrem a possibilidade aliciante de uma simples tarefa percetual poder ser uma valiosa ferramenta suplementar de rastreio e avaliação para o DCL [défice cognitivo ligeiro]. No entanto, o teste que introduzimos não deve ser considerado como substituto ou alternativo aos exames usados atualmente na prática clínica”, comentou Trudi Edginton da City University.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”