Descoberto tratamento eficaz para a esclerose múltipla em ratosNotícias de Saúde

Domingo, 13 de Outubro de 2019 | 11 Visualizações

Um estudo do Hospital Pediátrico de Boston, EUA, descobriu um subgrupo de células T que causam a esclerose múltipla, assim como a proteína na superfície dessas células que as marca.
 
Sabia-se, até agora, que as células T auxiliares (helper) eram as responsáveis por coordenar o ataque ao revestimento protetor de mielina que cobre as fibras nervosas. Contudo, existem vários subtipos destas células, não se sabendo exatamente quais as responsáveis.
 
Neste estudo, os investigadores analisaram células derivadas das células TH17, anteriormente associadas à esclerose múltipla. Todas estas células derivadas, portadoras do marcador CXCR6, proliferam rápido e são altamente danificadoras. 
 
Estas células derivadas das TH17 produzem proteínas que danificam outras células. Uma dessas proteínas é a GM-CSF que instiga os macrófagos ao ataque inflamatório.
 
Outra proteína produzida em grande quantidade é a SerpinB1, necessária aos sintomas da esclerose múltipla. Quando esta foi eliminada das células T de ratos com a doença, sobreviveram poucas células imunitárias que pudessem penetrar a medula espinhal, amenizando mais a doença, comparando com os ratos de controlo.
 
Quando os cientistas administraram anticorpos monoclonais para atingir as CXCR6, as células prejudiciais desapareceram e os ratos programados para desenvolverem esclerose múltipla não a desenvolveram.
 
Para verificar a importância das células CXCR6 em doenças humanas, a equipa analisou líquido sinovial de articulações de pessoas com artrite inflamatória autoimune.
 
Forma encontrados níveis elevados de células com CXCR6 nas articulações, mas não no sangue. Doentes com esclerose múltipla e controlos também não revelaram estas células na corrente sanguínea.
 
Os investigadores acreditam que os tratamentos para eliminar as células CXCR6 podem mitigar a esclerose múltipla e outras doenças autoimunes, deixando as outras células imunitárias intactas.

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Referência
Estudo publicado na revista “PNAS”

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