Descoberto sistema de vasos sanguíneos nos ossosNotícias de Saúde

Terça, 05 de Fevereiro de 2019 | 116 Visualizações

Fonte de imagem: Pulmonary Fibrosis News

Um estudo levou à descoberta inédita de um sistema de vasos sanguíneos muito finos que ligam a medula óssea diretamente à irrigação sanguínea do periósteo.
 
A descoberta da autoria de Anika Grüneboom da Universidade de Duisburgo-Essen, Alemanha, foi feita em ossos de ratinhos e consiste num sistema de milhares de vasos sanguíneos anteriormente desconhecidos que atravessam perpendicularmente o comprimento total do osso compacto, conhecido como osso cortical. 
 
Por esta razão, os investigadores chamaram ao sistema recém-descoberto o que se pode traduzir como “vasos trans-corticais”.
 
A equipa descobriu ainda que a maioria do sangue arterial e venoso corre neste sistema de vasos recém-descoberto. Isto significa que o sistema constitui um componente fundamental de fornecimento de oxigénio e nutrientes aos ossos.
 
Embora os ossos sejam órgãos muito duros, possuem também uma densa rede de vasos sanguíneos no seu interior, na medula óssea, e também no exterior, o qual é coberto pelo periósteo. Isto explica as hemorragias quando se dão fraturas ósseas. 
 
Contudo, as novas células sanguíneas podem também deixar a medula óssea através deste sistema de vasos e penetrarem no corpo.
 
Foi ainda observado que este sistema de vasos sanguíneos é usado pelas células imunitárias na medula óssea para chegarem ao fluxo sanguíneo. Em caso de inflamação, como a provocada pela artrite, é importante que aquelas células cheguem rapidamente à fonte de inflamação. 
 
“Esta rede de vasos sanguíneos no osso é semelhante a um sistema subterrâneo de comboios que conseguem transportar números elevados de passageiros rapidamente e diretamente através de barreiras”, explicou a investigadora.
 
“Os conceitos anteriores apenas descreviam uns poucos canais com artérias e dois canais venosos nos ossos. Isto é completamente impreciso e não reflete de forma nenhuma a situação real. É surpreendente que ainda possamos descobrir novas estruturas anatómicas no século XXI que não encontramos em manuais”, comentou Matthias Gunzer, coautor do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Metabolism”

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