Descoberto novo órgão que pode conduzir a avanços médicos dramáticosNotícias de Saúde

Segunda, 02 de Abril de 2018 | 14 Visualizações

Fonte de imagem: Paramedical Admissions

Uma equipa de investigadores descobriu um novo órgão que poderá desempenhar um papel fundamental no funcionamento dos principais tecidos e órgãos, metastização do cancro e doenças inflamatórias.
 
O interstício, que é uma rede de tecidos nos pulmões e o espaço intersticial que armazena fluído, é já conhecido, desde longa data, pelos profissionais de saúde. O espaço intersticial armazena fluído extracelular entre as células e constitui a principal fonte de linfa, um fluído transparente que é essencial na capacidade do organismo de combater as infeções.
 
No entanto, através de uma técnica inovadora de visualização conhecida como “endomicroscopia confocal a laser baseada em sonda permitiu descobrir que o interstício é na verdade um órgão e um dos maiores do corpo humano.
 
O achado foi da autoria de uma equipa de investigadores coliderada por Neil Theise, docente do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque, EUA.
 
Três anos antes, ao analisarem amostras de ducto biliar de 12 pacientes com cancro para verificarem se os tumores tinham desenvolvido metástases, dois coautores encontraram tecido com cavidades cheias de fluído, o qual não se assemelhava a nenhuma parte anatómica conhecida.
 
A nova técnica que envolveu a remoção do fluído de uma camada de uma amostra de tecido, para ser analisada numa lâmina para microscópio, permitiu aos investigadores reconhecerem aquela mesma estrutura em todo o resto do corpo. 
 
“Em suma, enquanto as descrições típicas do interstício sugerem espaços entre as células, nós descrevemos macroscopicamente espaços visíveis entre os tecidos – dinamicamente compressíveis e distensíveis, através dos quais o fluído intersticial flui pelo corpo”, escrevem os autores do estudo.
 
Os investigadores explicam ainda que anteriormente achava-se que o trato digestivo, pulmões, sistema urinário, fáscia intermuscular e a camada imediatamente abaixo de epiderme estavam revestidas por um tecido conetor espesso. O novo achado revela que estão, sim, revestidos com tecido intersticial que é feito de compartimentos interligados preenchidos com fluído linfático.
 
“Este achado tem o potencial de proporcionar avanços dramáticos na medicina, incluindo a possibilidade de amostras diretas de fluído intersticial que poderão tornar-se uma ferramenta de diagnóstico poderosa”, concluiu Neil Theise.

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Referência
Estudo publicado na revista “Scientific Reports”