Descoberto método mais rápido de identificar cancro no estômagoNotícias de Saúde

Terça, 09 de Outubro de 2018 | 30 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto, descobriram um método que permite identificar mais rapidamente um tipo de cancro do estômago, afirmou um dos responsáveis.
 
Em declarações à agência Lusa, Celso Reis, líder da equipa de investigação, revelou que o estudo vai permitir “identificar de forma mais fácil e mais económica” um dos quatro subtipos de cancro no estômago, assim como “tratar de forma correta e adequada os doentes”.
 
O estudo permitiu desvendar um novo “marcador molecular”. “Este trabalho permitiu identificar as células do cancro alteradas de uma forma simples, visto que a sua deteção é feita a partir de um anticorpo, e assim conseguimos detetar que essa alteração estava associada a um dos grupos moleculares do cancro do estômago”, explicou o investigador.
 
Segundo Celso Reis, este novo marcador molecular corresponde a um dos grupos do cancro do estômago, o subtipo MSI, que representa 21,4% dos tumores gástricos existentes.
 
“Este marcador pode vir a ser mais útil na aplicação e caracterização do cancro do estômago do que os restantes marcadores”, sublinhou.
 
O investigador frisou também que este método, sendo “mais fácil e simples” do ponto de vista clínico, permitirá “definir que tipo de tratamento é que os doentes vão ter”.
 
“Este marcador molecular é importante porque vai permitir definir que tipo de tratamento é que os doentes vão ter, apesar de hoje em dia já existirem alguns fármacos inovadores que regulam bem a resposta do doente”, salientou.
 
Este método, que é um dos resultados obtidos pela equipa de investigação do i3S, segundo Celso Reis, poderá ainda vir a ser útil na identificação de alterações genéticas noutros tipos de cancros.
 
“O nosso marcador molecular poderá, eventualmente, ser utilizado noutros cancros com alterações genéticas, isto porque nem sempre as células que temos conseguem corrigir estas alterações e erros, e há muitos tumores que apresentam essas características”, acrescentou.

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Referência
Estudo conduzido pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde

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