Descoberto mecanismo de resposta imunitária a fungo mortalNotícias de Saúde

Sexta, 02 de Março de 2018 | 22 Visualizações

Fonte de imagem: Microbiology

Uma equipa internacional que inclui investigadores portugueses descobriu um mecanismo de resposta imunitária a um componente de um fungo que mata anualmente 200 mil pessoas, anunciou a Universidade do Minho.
 
Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela universidade, que integra a equipa internacional juntamente com outras instituições portuguesas como o Instituto Português de Oncologia do Porto e o Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade de Lisboa, explica que o referido fungo, "Aspergillus fumigatus", provoca também doenças pulmonares e alérgicas em milhões de pessoas.
 
Segundo o texto, a equipa internacional, liderada pelo MRC Center for Medical Mycology da Universidade de Aberdeen, Escócia "descobriu um mecanismo de resposta imunitária a um componente ‘inesperado’ do fungo".
 
O recetor agora identificado, refere, "reconhece um pigmento específico do fungo chamado melanina". Em Portugal, o trabalho foi coordenado pelo Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho, tendo sido identificadas mutações neste recetor que aumentam o risco de contrair infeções em doentes submetidos a transplante em cerca de 25%.
 
"Esta descoberta poderá contribuir para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico e terapias personalizadas para combater esta infeção", salienta a universidade.
 
A instituição refere ainda que "a infeção causada por este micro-organismo é uma das complicações que mais preocupa os doentes submetidos a tratamentos médicos complexos, como transplante de medula, sendo fatal em metade dos casos".
 
Os investigadores explicam ainda que o trabalho desenvolvido permitiu melhorar o nível de conhecimento do sistema imunitário: "Respiramos diariamente centenas de esporos deste fungo, embora sem consequências graves. No entanto, em situações de debilidade do sistema imunitário esta infeção é fatal na maioria dos casos”. 
 
“Esta investigação permitiu melhorar o conhecimento sobre como o nosso sistema imunitário responde a este micro-organismo, sendo esta informação crucial para melhorar a capacidade de diagnosticar a sua presença em pessoas infetadas e conceber novas terapias capazes de ajudar no tratamento desta doença complexa", realçam os investigadores.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”