Descoberto mecanismo de autodestruição de células cancerígenasNotícias de Saúde

Quinta, 30 de Março de 2017 | 86 Visualizações

Fonte de imagem: Science News Journal

Um novo estudo revelou que a alteração de proteínas específicas durante a divisão de células cancerígenas desencadeia um mecanismo natural de exterminação das mesmas.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Malka Cohen-Armon da Escola de Medicina Sackler da Universidade de Tel Aviv, Israel, demonstrou o papel desempenhado por três proteínas que podem ser modificadas especificamente para desencadear um mecanismo de auto-erradicação das células cancerígenas durante o processo de divisão das mesmas, conhecido como mitose. 
 
O novo mecanismo implica a alteração de proteínas específicas que afetam a construção e estabilidade do fuso mitótico, que é a estrutura microtubular que prepara os cromossomas duplicados para a segregação na formação de “células-filha” durante a divisão celular. 
 
A equipa descobriu que determinados compostos conhecidos como derivados de Fenantridina possuíam a capacidade de travar a capacidade daquelas proteínas, o que pode deformar a estrutura do fuso e evitar a segregação dos cromossomas.
 
Assim que as proteínas foram modificadas, verificou-se que a célula foi impedida de se dividir, induzindo a rápida autodestruição da mesma. Os ensaios foram conduzidos em culturas celulares de uma variedade de tipos de cancro humanos: da mama, do ovário, do pulmão, do pâncreas, etc.
 
“A descoberta de um mecanismo exclusivo que extermina as células cancerígenas sem afetar as células saudáveis, e o facto de este mecanismo funcionar numa variedade de células cancerígenas humanas de rápida proliferação é muito impressionante”, comentou Malka Cohen-Armon.
 
“Segundo o mecanismo que descobrimos, quando mais rapidamente as células cancerígenas proliferam, mais rapidamente e de forma mais eficiente são erradicadas. O mecanismo desencadeado durante a mitose poderá ser adequado para o tratamento de cancros agressivos que não são afetados pela quimioterapia tradicional”, continuou.
 
Ainda segundo o autor principal do estudo, o mecanismo descoberto funciona especificamente com os derivados da Fenantridina empregues nos ensaios. “No entanto, é agora possível desenvolver uma variedade de fármacos adicionais para a autodestruição das células cancerígenas durante a divisão celular”, disse ainda o investigador.

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Referência
Estudo publicado na revista “Oncotarget”

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