Descoberta nova forma de desacelerar crescimento de células cancerígenasNotícias de Saúde

Quarta, 31 de Maio de 2017 | 176 Visualizações

Fonte de imagem: Midiamax

Um novo estudo permitiu identificar uma nova forma de potencialmente reduzir a rapidez de crescimento das células cancerígenas que caracteriza todos os cancros.
 
O estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Rochester, EUA, teve por base ensaios sobre células de cancro cervical e do rim e está ainda muito longe de ser aplicado a humanos.
 
O ciclo celular envolve uma série de eventos que culminam no crescimento e divisão celular de forma ordenada. Com o cancro, o ciclo torna-se desorganizado e as células dividem-se continuamente e invadem os tecidos adjacentes.
 
A equipa de investigadores identificou uma proteína conhecida como Tudor-SN que desempenha um papel importante na fase do ciclo celular em que as células se preparam para dividirem.
 
Os investigadores eliminaram esta proteína das células, recorrendo à tecnologia de edição de genes CRISPR-Cas9, o que fez com que as células demorassem mais tempo a prepararem-se para se dividirem, ou seja o ciclo celular tornou-se mais lento.
 
Reyad Elbarbary, docente e investigador na Faculdade de Medicina e Medicina Dentária da Universidade de Rochester, e autor principal do estudo explicou que “sabemos que a Tudor-SN é mais abundante nas células cancerígenas do que nas células saudáveis e o nosso estudo sugere que atingir esta proteína pode fazer inibir as células cancerígenas que crescem rapidamente”.
 
O especialista acrescentou ainda que existem compostos que bloqueiam a proteína Tudor-SN, os quais poderão constituir possíveis alvos de tratamento. 
 
A equipa descobriu que a proteína Tudor-SN influencia o ciclo celular através do controlo de microRNA, que são moléculas responsáveis por ajustar a expressão de milhares de genes humanos.
 
O próximo passo nesta investigação será procurar perceber a forma como funciona a proteína Tudor-RN juntamente com outras moléculas e proteínas para que os investigadores possam assim identificar os fármacos mais apropriados para a atingir.

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Referência
Estudo publicado na revista “Science”

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