Descoberta forma simples de ajudar a detetar causa de AVCNotícias de Saúde

Segunda, 15 de Janeiro de 2018 | 175 Visualizações

Fonte de imagem: TV Sol

Um novo estudo descobriu uma forma simples de melhor detetar a causa do tipo de acidente vascular cerebral (AVC) mais fatal.
 
Desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Edimburgo, Escócia, o estudo apurou que a combinação de uma análise ao sangue simples e de uma tomografia computorizada ao cérebro pode proporcionar informação genética valiosa para identificar os pacientes que apresentam maior risco de sofrerem um novo AVC. 
 
Esta nova abordagem poderá revolucionar a forma como são geridos os AVC causados por hemorragia cerebral, que é responsável por até 50% dos AVC globalmente. 
 
A hemorragia cerebral é causada por angiopatia amiloide cerebral (AAC), uma doença também associada a um maior risco de novos AVC e de demência. A AAC é causada por uma acumulação de proteína amiloide nas paredes dos vasos sanguíneos do cérebro.
 
Este tipo de AVC é o mais fatal, com cerca de metade dos pacientes afetados a sucumbirem no espaço de um ano após o episódio.
 
Para o estudo, a equipa contou com a participação de mais de 100 pacientes que, entretanto, morreram na sequência de uma hemorragia cerebral. Os investigadores retiraram amostras de sangue para detetarem a presença de um gene conhecido como APOE, o qual está associada à AAC.
 
A combinação de tomografia computorizada e da análise genética ao sangue permitiu aos investigadores descobrirem com precisão quais dos casos de hemorragia cerebral tinham sido causados por AAC.
 
Esta nova abordagem irá ajudar na identificação dos pacientes que correm um maior risco após sofrerem uma hemorragia cerebral (HC).
 
“A identificação das causas de uma hemorragia cerebral é importante para planear os cuidados prestados ao paciente. Os nossos achados sugerem que a combinação de uma tomografia computorizada de rotina e uma análise ao gene APOE pode identificar aqueles cujas HC tenham sido causadas por AAC – um grupo que poderá correr maior risco de outra HC ou demência”, comentou Mark Rodrigues da Universidade de Edimburgo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Lancet Neurology”

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