Descoberta forma de proteção contra danos causados por radiação intensaNotícias de Saúde

Quarta, 05 de Junho de 2019 | 4 Visualizações

Fonte de imagem: The Beauty Centre

Uma equipa de investigadores descobriu uma forma de proteção contra os efeitos nocivos da radioterapia sobre pacientes com cancros localizados na área gastrointestinal.
 
Apesar de eficaz contra os tumores cancerígenos, a radioterapia intensa afeta também as células intestinais saudáveis, causando toxicidade em 60% dos pacientes. Resulta que 10% dos pacientes tratados acabam por desenvolver síndrome gastrointestinal, que consiste na morte das células intestinais, provocando a destruição dos intestinos e morte do paciente.
 
Os investigadores liderados por Nabil Djouder, do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO) em Madrid, Espanha, descobriu que o aumento dos níveis de uma proteína conhecida como “unconventional prefoldin RPB5 interactor protein” (URI) protegeu ratinhos tratados com radioterapia contra a síndrome gastrointestinal.
 
A equipa tinha descoberto que os níveis anormais de expressão da URI em certos órgãos podiam causar cancro. 
 
Para a sua investigação, a equipa manipulou ratinhos geneticamente: um modelo expressou níveis elevados de URI nos intestinos, outro expressou níveis reduzidos de URI e um terceiro serviu como controlo.
 
Através dos ratinhos de controlo, a equipa descobriu que a URI é expressada numa população específica de células estaminais localizadas nas criptas intestinais. A proteína protege estas células da toxicidade induzida pela radiação intensa. Quando a radioterapia termina, estas são as células que regeneram o tecido danificado.
 
Foi observado que após terem recebido uma dose elevada de radiação, 100% dos ratinhos que expressavam níveis elevados de URI nos intestinos sobreviveram à síndrome gastrointestinal, enquanto que em condições normais, morrem até 70%.
 
Por outro lado, todos os ratinhos do grupo em que o gene tinha sido apagado, morreram por síndrome gastrointestinal. 
 
Este achado poderá ser aplicado para mitigar os efeitos secundários de outras fontes de radiação intensa como acidentes nucleares, guerras nucleares ou exposição à radioatividade cósmica em explorações espaciais. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Science”

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