Descoberta de proteína pode ajudar a tratar doenças cardiovascularesNotícias de Saúde

Quinta, 03 de Setembro de 2015 | 60 Visualizações

Fonte de imagem: © UC | Thaíssa Neves

Investigadores da Universidade de Coimbra descobriram que uma proteína, a conexina43, também existe nas vesículas extracelulares, o que pode vir a contribuir para o tratamento de doenças cardiovasculares.
 
A equipa de 12 investigadores descobriu que a conexina43, proteína especializada na comunicação entre células vizinhas, existe também nos exossomas (vesículas extracelulares), que podem funcionar como uma forma de comunicação entre células distantes e "um sistema de controlo de qualidade, através do qual as células podem libertar conteúdos indesejados ou potencialmente tóxicos", referiu a Universidade de Coimbra (UC):
 
No comunicado enviado à agência Lusa, a UC sublinha que esta conclusão pode levar a "novas abordagens terapêuticas, nomeadamente no tratamento de doenças cardiovasculares, utilizando os exossomas como veículo de fármacos e a conexina43 como um facilitador da libertação do conteúdo dos exossomas nas células alvo".
 
Os exossomas, que estão presentes na saliva e no sangue, "têm um grande potencial clínico e terapêutico", sendo possível isolá-los e "identificar nos seus constituintes moléculas que podem funcionar como biomarcadores para diagnóstico ou prognóstico de doença", referiu o coordenador do estudo, Henrique Girão.
 
"Uma vez isolados, é ainda possível manipular o seu conteúdo, nomeadamente em termos de fármacos, e voltar a introduzi-los no organismo, podendo assim funcionar como veículos terapêuticos", explicou o investigador.
 
O estudo, que foi realizado em linhas celulares, modelos animais e amostras humanas, demonstra ainda que a conexina43 pode "também mediar a comunicação dos exossomas com as células".
 
Tendo em conta a existência de conexinas nos exossomas, os investigadores querem agora determinar "a sua relevância" no contexto cardiovascular, em que os exossomas "podem mediar a comunicação entre os diferentes tipos de células que constituem o coração, garantindo o seu normal funcionamento".
 
Apesar do foco nas doenças cardiovasculares, a descoberta permite "o desenvolvimento de formas de tratamento inovadoras e mais eficazes no combate a vários tipos de doença", disse Henrique Girão.
 
A equipa da UC pretende ainda avaliar em contexto clínico se a conexina43 pode funcionar também como um indicador para as doenças cardiovasculares, numa colaboração com o Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

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Autor
Lusa
Referência
Estudo da Universidade de Coimbra

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