Descoberta a prevenção da esclerose múltipla?Notícias de Saúde

Sexta, 16 de Março de 2018 | 235 Visualizações

Fonte de imagem: multiplesclerosisradio

Uma equipa de investigadores descobriu um potencial novo alvo de tratamento e prevenção da esclerose múltipla.
 
O achado foi conseguido num estudo conduzido por investigadores da Universidade de Alberta e Universidade McGill, ambas no Canadá em que foi identificada uma proteína conhecida como calnexina, cuja ausência no organismo tornou ratinhos resistentes àquela doença neurológica.
 
A comunidade científica não conseguiu ainda perceber exatamente as causas que levam ao desenvolvimento da esclerose múltipla. No entanto, sabe-se que a doença tem início quando as células T (um tipo de glóbulos brancos) se infiltram no cérebro, onde atacam a mielina que é uma substância protetora dos neurónios e que ajuda os nervos a conduzirem os sinais elétricos. 
 
A erosão da mielina pelas células T provoca lesões que deixam os nervos expostos. À medida que as lesões da esclerose múltipla se agravam, os nervos são danificados ou quebrados, interrompendo o fluxo dos impulsos elétricos do cérebro para os músculos do corpo.
 
Marek Michalak, da Universidade de Alberta, e equipa analisaram, para o estudo, tecido de cérebros humanos de doadores. Foi observado que, em relação aos cérebros de indivíduos sem esclerose múltipla, os cérebros de pessoas com esclerose múltipla apresentavam níveis muito elevados da proteína calnexina.
 
Seguidamente, a equipa analisou a influência da calnexina no cérebro de criaturas vivas, tendo usado ratinhos modificados com um modelo de esclerose múltipla humana.
 
A equipa observou que os ratinhos que não possuíam calnexina parecia, estar totalmente resistentes à doença, um facto muito surpreendente. Marek Michalak explicou que efetivamente “descobriu-se que a calnexina está de alguma forma envolvida no controlo da função da barreira sangue-cérebro”.
 
“Esta estrutura normalmente atua como uma barreira e restringe a passagem de células e substâncias do sangue para o cérebro”, acrescentou o investigador. “Se houver demasiada calnexina, esta barreira dá às ferozes células T acesso ao cérebro, onde destroem a mielina”.

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Referência
Estudo publicado na revista “JCI Insight”

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