Depressão pós-parto: identificado novo marcador sanguíneoNotícias de Saúde

Quarta, 19 de Agosto de 2015 | 800 Visualizações

Fonte de imagem: mulherfilhamae

Investigadores americanos identificaram um novo marcador sanguíneo que pode identificar mulheres em risco de desenvolver depressão pós-parto, dá conta um estudo publicado na revista “Frontiers in Genetics”.
 
A depressão pós-parto é um tipo de depressão que afeta algumas mulheres após o parto. De acordo com dados de um estudo publicado em 2013, uma em sete mulheres sofre desta condição no ano em que dão à luz. Adicionalmente, 22% das mulheres ficam com depressão um ano após terem sido mães.
 
Os sintomas de depressão pós-parto incluem aqueles presentes na depressão. No entanto, as mães também têm sentimentos negativos para com o seu filho, como falta de ligação com o bebé, medo irracional relativamente ao bem-estar do bebé, preocupação constante sobre a possibilidade de prejudicar o bebé e sentimento de culpa por não conseguir cuidar do filho.
 
A comunidade científica já tinha constatado que a hormona oxitocina desempenhava um papel importante no nascimento saudável, na ligação materna, na diminuição dos níveis de stress e na regulação do humor. Esta hormona é produzida no cérebro e por vezes é apelidada de “hormona do amor” devido aos seus efeitos.
 
Estudos anteriores já tinham indicado que as mulheres que sofrem de depressão pós-parto têm níveis baixos de oxitocina. 
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade da Virgínia, nos EUA, analisaram 545 mães, das quais 269 tinham depressão pós-parto, tendo colocado a hipótese de o recetor da oxitocina poder desempenhar um papel importante no desenvolvimento desta condição. 
 
O estudou identificou uma relação entre os marcadores genéticos e epigenéticos na oxitocina, que aumenta o risco de depressão pós-parto.
 
“Podemos melhorar o resultado desta doença com a identificação de marcadores biológicos que podem identificar as mulheres que estão em risco de a desenvolver”, revelou, em comunicado de imprensa, Jessica Connelly.
 
“Os resultados necessitam de ser replicados, mas a nossa esperança é que o recetor da oxitocina identificado seja útil para identificar as mulheres que estão em risco da doença”, concluem os investigadores.

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Referência
Estudo publicado na revista “Frontiers in Genetics”

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