Depressão aumenta risco de doenças cardiovascularesNotícias de Saúde

Quinta, 19 de Janeiro de 2017 | 11 Visualizações

Fonte de imagem: Huffingtonpost

A depressão aumenta tanto o risco de doenças cardiovasculares quanto níveis elevados de colesterol e obesidade, defende um estudo publicado na revista “Atherosclerosis”.
 
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 350 milhões de pessoas no mundo inteiro são afetadas pela depressão. Contudo, o estado mental não é o único a ser afetado, a depressão pode comprometer também o organismo.
 
Karl-Heinz Ladwig, o líder do estudo, referiu que já não existem muitas dúvidas relativamente ao facto de a depressão ser um fator de risco das doenças cardiovasculares. Contudo, até à data ainda não se sabia qual a relação entre a depressão e outros fatores de risco conhecidos, nomeadamente o tabaco, níveis elevados de colesterol, obesidade ou hipertensão.
 
De forma a analisarem esta questão, os investigadores do Centro Helmholtz München, da Universidade Técnica de Munique e do Centro Alemão de Doença Cardiovascular, na Alemanha, analisaram os dados de 3.428 pacientes do sexo masculino que tinham idades compreendidas entre os 45 e os 74 anos. Os participantes foram acompanhados ao longo de dez anos.
 
Os investigadores compararam o impacto da depressão com os principais fatores de risco cardiovasculares. Verificou-se que o risco de uma doença cardiovascular fatal devido à depressão é quase tão grande quanto o que está associado aos níveis elevados de colesterol ou obesidade.
 
O estudo apurou que apenas a pressão arterial elevada e o tabagismo estão associados a um risco mais elevado. A depressão é responsável por cerca de 15% das mortes cardiovasculares. De acordo com Karl-Heinz Ladwig, estes resultados são comparáveis a outros fatores de risco, como a hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo. Estes fatores causam 8,4 a 21,4% das mortes cardiovasculares.
 
Os investigadores concluíram que estes resultados sugerem que a depressão tem um efeito moderado dentro da gama dos fatores de risco não congénitos principais para as doenças cardiovasculares.
 
Nos pacientes com risco elevado, a avaliação da presença da depressão deveria ser um procedimento padrão, aconselha o líder do estudo.

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Referência
Estudo publicado na revista “Atherosclerosis”

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