Demência poderá não ser diagnosticada atempadamenteNotícias de Saúde

Terça, 20 de Março de 2018 | 27 Visualizações

Fonte de imagem: Hot News Coverage Singapore

Um estudo recente sugeriu que os pacientes com demência poderão não ser avaliados no início do processo da doença, impedindo que recebam tratamento atempadamente.
 
O estudo que foi efetuado por uma equipa de investigadores da Clínica Neurocognitiva do Grupo Médico da Spectrum Health, EUA, sugeriu ainda que receber cuidados em casa, centrados no paciente, poderá melhorar o rastreio e deteção da demência numa fase mais inicial.
 
Para o estudo, a equipa procedeu à análise retrospetiva de 110 avaliações iniciais, efetuadas naquela instituição e escolhidas aleatoriamente, entre 2008 e 2015. 
 
Como resultado, os investigadores apuraram que a grande maioria dos pacientes avaliados, mais concretamente 78,9%, já apresentavam demência moderada ou severa na altura do diagnóstico.
 
Timothy Thoits, autor principal do estudo comentou que “os achados indicam que as pessoas estão a viver com demência durante períodos significativos de tempo antes de serem diagnosticados e de procurarem tratamento para a doença.
 
“Quanto mais cedo o diagnóstico, mais cedo o tratamento pode começar e mais cedo o benefício para o paciente e a sua família e prestadores de cuidados”, acrescentou. 
 
Este estudo não evidenciou uma relação entre coabitação do paciente com familiares, por exemplo, e um diagnóstico numa fase mais inicial da doença.
 
Os investigadores concluíram que “um aumento nos cuidados médicos baseados em casa, centrados no paciente, independentemente do estado habitacional do paciente, poderá ser uma forma de melhorar o reconhecimento de défices cognitivos e aumentar a frequência de avaliações cognitivas precoces importantes e necessárias”.

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Referência
Estudo publicado na revista “American Journal of Alzheimer's Disease & Other Dementias”

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