Deixar de fumar é a sua resolução de Ano Novo? Não a atraseNotícias de Saúde

Sexta, 04 de Janeiro de 2019 | 2 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

Deixar de fumar o mais rapidamente possível é o melhor a fazer pela saúde cardiovascular, anunciou um estudo recente.
 
Efetivamente, o estudo realizado por uma equipa de investigadores liderados por Meredith Duncan, da Faculdade de Medicina da Universidade Vanderbilt, EUA, descobriu que, após se deixar de fumar, os efeitos adversos sobre a saúde cardiovascular mantêm-se durante bastante mais tempo do que se pensava. 
 
Como se sabe, fumar faz aumentar o risco de várias doenças graves como cancro, doença pulmonar obstrutiva crónica, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).
 
Vários estudos demonstraram que o risco cardiovascular diminui em apenas alguns anos após o último cigarro. No entanto, estes achados tinham sido baseados em números reduzidos de participantes, sem muito acompanhamento a longo termo.
 
Para o presente estudo, a equipa analisou dados de um outro estudo sobre a saúde cardiovascular, conhecido como Framingham Heart Study, para procurar descobrir quanto tempo era necessário para o risco cardiovascular voltar ao normal após largar o cigarro. O estudo incluía 8.700 pessoas sem sintomas de doenças cardiovasculares no início do trabalho. 
 
A equipa seguiu os participantes durante uma média de 27 anos. Durante aquele período foram reportados 2.386 eventos cardiovasculares. Os investigadores compararam a saúde cardiovascular de pessoas que nunca tinham fumado, de ex-fumadores e de fumadores atuais.
 
Após considerados fatores como idade, índices de colesterol, hipertensão e outros, os investigadores observaram que 70% dos eventos cardiovasculares tinham ocorrido nos fumadores atuais ou ex-fumadores que fumavam ou tinham fumado o equivalente a 20 cigarros por dia, durante 20 anos.
 
Em relação aos fumadores atuais, os que tinham deixado o tabaco nos cinco anos anteriores tinham um risco 38% menor de risco cardiovascular.
 
Foi ainda apurado que foram necessários cerca de 16 anos após o último cigarro para que o risco cardiovascular voltasse a ser o mesmo do dos não fumadores, um período significativamente maior do que se calculava anteriormente.

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