Dar à luz associado a maior risco de problemas cardiovascularesNotícias de Saúde

Domingo, 30 de Dezembro de 2018 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Medical Xpress

Dar à luz foi associado a um risco mais elevado de doenças cardíacas e de acidente vascular cerebral (AVC) em relação a não ter filhos, sugere um estudo recente.
 
Durante a gravidez, o coração exerce mais esforço para satisfazer as necessidades da mãe e do feto. O impacto da gravidez sobre o desenvolvimento de doenças cardiovasculares subsequentes é, contudo, controverso.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Universidade de Ciências e Tecnologia de Huazhong, Wuhan, China, recolheu dados de estudos de vários pontos do mundo para conduzir uma meta-análise. 
 
Foram incluídos 10 estudos que envolviam um total de 3.089.929 mulheres, das quais 150.512 desenvolveram doença cardíaca ou AVC no decorrer de um período de acompanhamento de seis a 52 anos.   
 
A análise revelou uma associação significativa entre dar à luz e uma possibilidade 14% mais elevada de se desenvolver doença cardíaca e AVC, em comparação com mulheres que nunca tinham dado à luz.
 
Relativamente ao risco pertencente ao número de partos, foi detetada uma relação em forma de J. Com efeito, cada parto foi associado a um risco 4% maior de doença cardiovascular, independentemente do índice de massa corporal (IMC), hipertensão, diabetes, hábitos de fumar e outros fatores. 
 
Como possível explicação para as associações observadas, Dongming Wang, que participou neste estudo, comentou que “a gravidez poderá conduzir a inflamação no corpo e à acumulação de gordura à volta do abdómen, no sangue e nas artérias. Estas alterações podem exercer efeitos permanentes sobre o sistema cardiovascular, conduzindo a um risco mais elevado de doença cardíaca e AVC numa fase posterior da vida”. 
 
Os investigadores recomendam que os médicos aconselhem as mulheres a controlar o peso e deixar de fumar durante a gravidez e a adotar um estilo de vida saudável após o parto.

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Referência
Estudo publicado na revista “European Journal of Preventive Cardiology”

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