Cursos do sector da Saúde continuam a ser garantia de empregoNotícias de Saúde

Sábado, 02 de Junho de 2018 | 6 Visualizações

Fonte de imagem: INFORH

No grupo dos 37 cursos com desemprego zero ou abaixo de 0,5%, rastreados pelo portal Infocursos tendo em conta os inscritos nos centros de emprego em 2016, há a registar 15 cursos de Medicina, Ciências da Saúde e Enfermagem.

 

Portugal continua a garantir emprego aos detentores dos sete mestrados integrados ministrados no país – Faculdade de Medicina e Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, Universidade do Minho, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Faculdade de Medicina de Lisboa, Universidade da Beira Interior e Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Na mesma linha encontra-se a Enfermagem. Nos primeiros 45 lugares dos cursos com menos desemprego do Infocursos em 2016 contam-se nove licenciaturas em Enfermagem, num total de 2.564 licenciados, dos quais apenas 12 estavam na condição de desempregados.

A taxa de desemprego é calculada com base no número de diplomados de um curso no período 2011/2012-2014/2015 e os desempregados inscritos no Instituto de Emprego Profissional em 2016 – valor médio de junho e dezembro. De fora fica, portanto, quem esteja desempregado, mas não registado e quem, tendo trabalho, esteja a exercer numa área diferente da área de formação.

No geral, toda a área da Saúde vai continuar a dar que falar no futuro. Com o avanço da tecnologia, é cada vez mais o hospital que vai ter com o paciente, através do smartphone. Ainda assim e no que diz respeito à criação de oportunidades de trabalho em Portugal existe uma forte condicionante, acentua Pedro Borges Caroço, senior manager da Michael Page Healthcare & Life Sciences:

“No setor hospitalar, é claro para todos que continuamos com limitações na contratação de médicos, enfermeiros e técnicos nas áreas de maior necessidade. Esta restrição acentua a necessidade de exportação destes profissionais para fora de Portugal e inclusive para setores paralelos como a indústria farmacêutica e similares”, diz.

Na outra vertente – Indústria Farmacêutica, Medical Devices, Consumer Healthcare, assiste-se, segundo o responsável da Michael Page, a um “momento de maior confiança apesar das restrições na aprovação de inovação.”

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