Curcuma melhora a memória e o estado de humorNotícias de Saúde

Sexta, 26 de Janeiro de 2018 | 64 Visualizações

Fonte de imagem: NutritionFacts

Um novo estudo sugere que a suplementação diária com um tipo de curcuma ou açafrão-da-terra, fez melhorar a perda de memória relacionada com a idade.
 
A curcuma demonstrou anteriormente, em estudos de laboratório, possuir capacidades anti-inflamatórias e antioxidantes, tendo na altura sido sugerido que é a razão pela qual os idosos na India apresentam um melhor desempenho cognitivo e menor prevalência de Alzheimer pois esta especiaria é usada na sua dieta habitual.
 
Uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, propôs-se então perceber melhor os efeitos da curcuma sobre a memória de pessoas sem demência, bem como sobre pacientes com Alzheimer. 
 
Para o efeito, a equipa conduziu um ensaio que envolveu 40 indivíduos adultos, com idades compreendidas entre os 50 e os 90 anos e que diziam ter problemas ligeiros de memória. Os participantes receberam aleatoriamente, 90 miligramas de curcuma duas vezes por dia, durante 18 meses, ou um placebo.
 
Como resultado, foi observado que os participantes que tinham tomado a curcuma apresentavam melhorias significativas nas suas capacidades de atenção e memória, o que não se verificou nos elementos do grupo do placebo.
 
Os participantes do grupo da curcuma evidenciaram também melhorias em termos de estado de humor e as tomografias por emissão de positrões, que tinham efetuado menos sinais de amiloide e de tau na amígdala e hipotálamos, em relação aos indivíduos que tinham tomado o placebo. A amígdala e hipotálamo são regiões do cérebro que controlam várias funções relacionadas com a memória e emoções. 
 
Gary Small, primeiro autor do estudo, do Instituto Semel de Neurociências e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia em Los Angeles, comentou que “não se sabe como a curcuma exerce exatamente os seus efeitos, mas poderá ser devido à sua capacidade de reduzir a inflamação cerebral, que tem sido ligada à doença de Alzheimer e à depressão profunda”.

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