Criado detetor de doenças cardíacas acessível e de baixo custoNotícias de Saúde

Quinta, 10 de Janeiro de 2019 | 5 Visualizações

Fonte de imagem: Heart - Research for the Future

Uma equipa de investigadores criou um novo teste que indica a presença de disfunção ventricular esquerda assintomática de forma precoce, simples e sem custos elevados.
 
Desenvolvido por uma equipa de investigadores da Mayo Clinic, EUA, o novo teste emprega inteligência artificial aplicada a eletrocardiogramas (ECG) e oferece uma precisão comparável a outros testes como a mamografia e o PDA.
 
A disfunção ventricular esquerda assintomática constitui um precursor da insuficiência cardíaca, podendo causar uma menor qualidade de vida e longevidade no paciente. No entanto, a doença é tratável se for descoberta numa fase precoce. 
 
O problema é que o diagnostico da disfunção ventricular esquerda assintomática é, atualmente, bastante caro e menos acessível, como é o caso da ressonância magnética ou ecocardiograma. 
 
Os investigadores neste estudo especularam que a doença poderia ser detetada de forma fidedigna num ECG, com uma rede neural adequadamente preparada para o efeito. 
 
Para testarem a sua hipótese, os investigadores criaram, treinaram, validaram e testaram uma rede neural. A equipa usou dados clínicos em formato digital e fez o rastreio da combinação de 625.326 ECG e ecocardiogramas transtorácicos de pacientes da Mayo Clinic.
 
Como resultado, foi verificado que a aplicação de inteligência artificial a um ECG comum conseguia detetar a disfunção ventricular esquerda assintomática com exatidão, ao mesmo nível do de outros testes de rastreio comuns. 
 
Adicionalmente, nos pacientes sem disfunção ventricular que tinham tido um resultado positivo, o risco de desenvolverem a doença futuramente era quatro vezes maior em relação aos pacientes que tinham tido um resultado negativo no teste. 
 
“A capacidade de adquirir um registo universal, facilmente acessível e económico em 10 segundos – o ECG – e de processá-lo digitalmente com IA [inteligência artificial] para extrair nova informação sobre doenças cardíacas anteriormente escondidas promete, deveras, salvar vidas e melhorar a saúde”, adiantou Paul Friedman, autor sénior do estudo. 

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

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