Córneas regeneradas a partir de células estaminaisNotícias de Saúde

Segunda, 07 de Julho de 2014 | 80 Visualizações

Investigadores americanos identificaram uma forma de aumentar o crescimento do tecido da córnea humana para restaurar a visão, utilizando uma molécula, a ABCB5, que funciona como marcador das células estaminais do limbo ocular, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.

O estudo realizado pelos investigadores de Boston, EUA, poderá ajudar as vítimas de queimaduras, de lesões químicas e outros danos oculares.

As células estaminais do limbo ocular ajudam a manter e regenerar o tecido da córnea. A perda destas células devido a lesões ou doença é uma das principais causas de cegueira. Estudos anteriores já tinham utilizado transplantes de tecidos ou de células para a ajudar a regenerar a córnea, contudo não se sabia se, nesses enxertos, havia células estaminais do limbo, ou quantas havia, tendo-se obtido resultados poucos consistentes até à data.

Neste estudo, os investigadores foram capazes de utilizar anticorpos para detetar a ABCB5 nas células estaminais do tecido de dadores humanos falecidos, tendo-as utilizado para regenerar córneas de ratinhos, anatomicamente corretas e funcionais.

“As células estaminais do limbo são muito raras e o êxito do transplante depende destas células. Estes achados poderão fazer com que a restauração da superfície da córnea seja facilitada”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Bruce Ksander.

O estudo refere que a ABCB5 foi originalmente descoberta nas células percursoras da pele e intestino, pelos investigadores do Hospital Pediátrico de Boston, do Sistema de Saúde de VA Boston e pelos Hospital da Brigham and Women. Neste estudo os investigadores constataram agora que a ABCB5 é produzida pelas células estaminais do limbo e é necessária para a sua manutenção e sobrevivência, bem como para o desenvolvimento da córnea e sua reparação.

“A ABCB5 permite que as células estaminais do limbo sobrevivam e protege-as da apoptose ou morte celular programada. O modelo de ratinho utilizado permitiu-nos pela primeira vez perceber o papel desta molécula no desenvolvimento normal, sendo também bastante relevante para a investigação das células estaminais”, conclui a líder do estudo, Natasha Frank.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature”

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