Consumo reduzido de carne vermelha e processada pode aumentar risco de morteNotícias de Saúde

Quinta, 04 de Abril de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Canadian Running

Um novo estudo apurou que o consumo de carne vermelha e processada, mesmo que em pequenas quantidades, pode fazer aumentar o risco de morte por todas as causas. 
 
O estudo conduzido por investigadores liderados por Saeet Mastour Alshahrani, da Universidade de Loma Linda, EUA, terá alegadamente preenchido uma lacuna deixada por outros estudos que normalmente comparam o consumo de grandes quantidades com o de pequenas quantidades de carne vermelha. 
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de aproximadamente 96.000 homens e mulheres pertencentes à Igreja Adventista do Sétimo Dia, dos EUA e Canadá. 
 
Cerca de metade dos adventistas são vegetarianos e os restantes que consomem carne fazem-no em quantidades limitadas. Assim, foi possível à equipa comparar o consumo de pequenas quantidades de carne vermelha e processada com a ausência de consumo da mesma.
 
Os investigadores analisaram as mortes de mais de 7.900 indivíduos ao longo de 11 anos. A alimentação foi avaliada através de um questionário de frequência alimentar e os resultados de mortalidade retirados de registos de mortes. 
 
Dos indivíduos que consumiam carne, 90% comiam apenas cerca de 60 gramas ou menos de carne vermelha por dia. Quase 2.600 das mortes tinham sido devido a doença cardiovascular e mais de 1.800 tinham sido por cancro. 
 
Isoladamente, o consumo de carne processada não foi significativamente associado ao risco de mortalidade, possivelmente porque uma percentagem muito reduzida da população consumia esse tipo de alimento. Contudo, o consumo total de carne vermelha e processada foi associado a riscos relativamente superiores de morte total e por doença cardiovascular. 
 
Micheal Orlich, coautor do estudo, realçou que os achados vão de encontro aos de outros estudos a indicarem que o consumo de carne vermelha e processada prejudica a saúde. 

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Referência
Estudo publicado na “Nutrients”