Consumo moderado de álcool só beneficia algunsNotícias de Saúde

Quarta, 12 de Novembro de 2014 | 13 Visualizações

Investigadores suecos confirmam que o consumo moderado de álcool pode proteger contra a doença coronária. Contudo, este efeito apenas está presente em 15% da população, possuidora de um determinado genótipo, sugere um estudo publicado na revista “Alcohol”.
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, contaram com a participação de 618 pacientes com doença coronária e 3.000 indivíduos saudáveis que foram incluídos no grupo de controlo. Os participantes foram divididos em vários grupos tendo em conta a quantidade de álcool que consumiam. Estes foram também submetidos a um teste, de forma a identificar um genótipo específico, CETP TaqIB, que já tinha sido associado aos efeitos benéficos do consumo de álcool.
 
O estudo apurou que o consumo moderado de álcool ajuda a proteger os indivíduos que apresentam este genótipo contra a doença coronária. Na opinião dos investigadores, os conselhos frequentemente dados sobre o consumo moderado de álcool são um pouco radicais.
 
Uma das autoras do estudo, Lauren Lissner, explica que o consumo moderado de álcool por si só não tem um forte efeito protetor, nem tão pouco a presença deste genótipo. Contudo, a combinação destes dois fatores parece reduzir significativamente o risco de doença coronária.
 
O estudo refere que o genótipo em causa codifica uma proteína, a CETP, que afeta o chamado bom colesterol, o HDL, ajudando a remover os excessos de lípidos dos vasos sanguíneos. Uma das hipóteses é que o álcool afeta a CETP de alguma forma e beneficia o bom colesterol. Uma outra hipótese é que o álcool contém antioxidante protetores.
 
Apesar de os investigadores acreditarem que, de facto, uma destas hipóteses é a correta, ainda não são conhecidos os mecanismos através dos quais o colesterol HDL ou os antioxidantes atuam. “Partindo do princípio de que somos capazes de descrever estes mecanismos, um dia poderá ser tão simples como fazer um teste genético e determinar se o indivíduo em causa pertence ao grupo dos 15% dos sortudos. Contudo, o mais importante é identificar formas de utilizar os recursos do organismo para impedir a doença coronária”, conclui a investigadora.

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Referência
Estudo publicado na revista “Alcohol”

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