Consumo exagerado de álcool aumenta risco de tuberculose nos homensNotícias de Saúde

Quarta, 15 de Fevereiro de 2017 | 42 Visualizações

Fonte de imagem: EurActiv

Constatou-se, também, que “os homens mais jovens e em situação de desemprego apresentavam maior probabilidade de desenvolverem a doença”.

Um estudo em que participaram investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o consumo abusivo de álcool constitui um fator de risco para o desenvolvimento de tuberculose em indivíduos do sexo masculino.

A investigação envolveu uma amostra de 289 indivíduos, 50,5% dos quais eram homens e 49,95% mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e 87 anos, pertencentes à região Norte de Portugal.

Segundo Raquel Duarte, da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP e uma das responsáveis pela investigação, “o estudo corrobora o facto de o consumo exagerado de álcool aumentar o risco de tuberculose e estima, pela primeira vez, que os homens com um consumo diário superior a quatro ou mais bebidas alcoólicas têm um risco de desenvolver tuberculose quatro vezes maior do que aqueles que mantêm um consumo inferior”.

O estudo tinha como objetivo traçar o limiar a partir do qual o consumo de álcool aumentava o risco de desenvolvimento de tuberculose em homens e mulheres. Os resultados apontam para uma relação entre o consumo exagerado de álcool e o desenvolvimento de tuberculose na população masculina. Já nas mulheres, os investigadores não encontraram uma relação significativa entre o consumo exagerado de álcool e a tuberculose.

Os investigadores defendem que algumas medidas políticas, como o aumento da taxa sobre bebidas alcoólicas e um controle mais rigoroso ao seu acesso, poderiam contribuir para reduzir os problemas associados com a ingestão excessiva de álcool. Simultaneamente, “a aposta em estudos de prevenção e em intervenções de tratamento para indivíduos alcoólicos deveriam ser uma prioridade”, sustentam os autores.

O artigo “How much is too much alcohol in tuberculosis?” foi publicado no “European Respiratory Journal”.

 

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Autor
Lusa
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