Consumo episódico excessivo de álcool afeta sistema imunitárioNotícias de Saúde

Quarta, 07 de Janeiro de 2015 | 170 Visualizações

Fonte de imagem: shuterstock

O consumo episódico excessivo de bebidas alcoólicas, conhecido como “binge drinking”, por indivíduos jovens e saudáveis afeta significativamente o sistema imunitário, atesta um novo estudo.
 
Existem estudos que associam o consumo excessivo de bebidas alcoólicas a um maior risco de quedas, queimaduras, acidentes de viação e outros ferimentos traumáticos. Adicionalmente, o organismo fica com uma capacidade reduzida de recuperação, aumentando o risco de morte devido a ferimentos traumáticos.
 
O consumo episódico excessivo de bebidas alcoólicas faz aumentar a perda de sangue, tornando as pacientes mais suscetíveis a infeções.
 
O estudo conduzido pela Loyola University Chicago indica que, embora os consumidores de bebidas alcoólicas estejam conscientes que o consumo episódico excessivo de bebidas alcoólicas altere o comportamento, possuem uma menor perceção relativamente aos efeitos nocivos do álcool noutras áreas, como o sistema imunitário.
 
Elizabeth Kovacs, coautora do estudo e diretora do Programa de Pesquisa sobre o Álcool da Escola de Medicina Stritch daquela universidade, e equipa recrutaram oito homens e oito mulheres com uma média de idades de 27 anos. Cada participante foi convidado a beber quatro ou cinco shots de vodka, de forma a consumir o que é considerado álcool em excesso.
 
Foram retiradas amostras de sangue aos participantes 20 minutos após estes terem atingido o pico de toxicidade. Embora os investigadores tenham verificado uma aceleração inicial no sistema imunitário dos participantes, deu-se uma desaceleração na atividade do mesmo duas e cinco horas após o pico de toxicidade, que era inferior à atividade do sistema imunitário quando aqueles se encontravam sóbrios.
 
As amostras de sangue retiradas revelaram níveis mais elevados de leucócitos, monócitos e células exterminadoras naturais, que são os componentes chave do sistema imunitário. Verificou-se igualmente a existência de níveis mais elevados de citoquinas que sinalizam a desaceleração da atividade do sistema imunitário.
 
Os intervalos em que as amostras foram retiradas são relevantes já que coincidem, mais ao menos, com o intervalo de tempo após intoxicação em que os pacientes recorrem às urgências para tratamento de lesões relacionadas com o consumo de álcool.
 
A equipa planeia, seguidamente, fazer um estudo semelhante nas unidades de queimados, comparando a velocidade de recuperação, morte, etc., entre quem tenha consumido e quem não consumido bebidas alcoólicas.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na revista “Alcohol”

Notícias Relacionadas

Info-Saúde Relacionados