Consumo elevado de proteína animal pode causar morte prematura em homensNotícias de Saúde

Segunda, 15 de Abril de 2019 | 15 Visualizações

Fonte de imagem: Shape Singapore

Um novo estudo demonstrou que uma alimentação rica em proteína animal e carne em particular, não favorece a saúde.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade do Leste da Finlândia, o estudo apurou que os homens que privilegiavam uma alimentação rica em proteínas de origem animal apresentavam um risco mais elevado de morte prematura do que os homens que seguiam um regime alimentar equilibrado em termos de fontes animais e vegetais de proteína.
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 2.641 homens finlandeses que tinham entre 42 e 60 anos de idade no período de recrutamento, que foi entre 1984 e 1989. Os índices de mortalidade nos participantes foram estudados ao longo de cerca de 20 anos de acompanhamento.
 
Foi observado que os homens cujas principais fontes de proteína eram animais corriam um risco 23% mais elevado de morte, durante o período de acompanhamento, do que os que seguiam um regime mais equilibrado de carne e plantas na sua alimentação.
 
O consumo elevado de carne demonstrou ser mais nocivo. Os homens que comiam mais de 200 gr. de carne por dia corriam um risco 23% mais elevado de morte do que os que consumiam menos de 100 gr. por dia. A carne consumida era principalmente vermelha.
 
O estudo apurou ainda que, de forma geral, o consumo elevado de proteínas foi associado a um maior risco de morte em homens diagnosticados com diabetes de tipo 2, cancro ou doença cardiovascular no início do estudo. Esta associação não foi observada em homens sem aqueles tipos de doenças.
 
Estudos anteriores tinham sugerido que o consumo elevado de proteína animal, especialmente carnes processadas como salsichas, fiambre e salames, estava associado a um maior risco de morte. Contudo, os efeitos da proteína e de diferentes fontes de proteína continuam por especificar.

Partilhar esta notícia
Referência
Estudo publicado na “The American Journal of Clinical Nutrition”