Consumo elevado de álcool associado a maior risco de tuberculose nos homensNotícias de Saúde

Segunda, 20 de Fevereiro de 2017 | 68 Visualizações

Fonte de imagem: Medscape

Um estudo que contou com a participação de investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o consumo excessivo de álcool constitui um fator de risco para o desenvolvimento de tuberculose em indivíduos do sexo masculino.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o estudo contou com uma amostra de 289 indivíduos, 50,5% dos quais eram homens e 49,95% mulheres, com idades compreendidas entre os 19 e 87 anos, pertencentes à região Norte de Portugal. 
 
O estudo tinha como objetivo traçar o limiar a partir do qual o consumo de álcool aumentava o risco de desenvolvimento de tuberculose em homens e mulheres.
 
Segundo Raquel Duarte, da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do ISPUP e uma das responsáveis pela investigação, “o estudo corrobora o facto de o consumo exagerado de álcool aumentar o risco de tuberculose e estima, pela primeira vez, que os homens com um consumo diário superior a quatro ou mais bebidas alcoólicas têm um risco de desenvolver tuberculose quatro vezes maior do que aqueles que mantêm um consumo inferior”.
 
Os resultados apontam para uma relação entre o consumo exagerado de álcool e o desenvolvimento de tuberculose na população masculina.
Adicionalmente, constatou-se que “os homens mais jovens e em situação de desemprego apresentavam maior probabilidade de desenvolverem a doença”. Relativamente às mulheres, os investigadores não encontraram uma associação significativa entre o consumo exagerado de álcool e a tuberculose.
 
Os investigadores defendem que algumas medidas políticas, como o aumento da taxa sobre bebidas alcoólicas e um controlo mais rigoroso ao seu acesso, poderiam contribuir para reduzir os problemas associados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Adicionalmente, “a aposta em estudos de prevenção e em intervenções de tratamento para indivíduos alcoólicos deveriam ser uma prioridade”, consideram os autores do estudo.
 
Além de Raquel Duarte, participaram também no estudo João Francisco, do Centro Hospitalar do Porto, Olena Oliveira, da EPIUnit do ISPUP, Óscar Felgueiras, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e Rita Gaio, também da FCUP.

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Autor
Lusa
Referência
Estudo publicado no “European Respiratory Journal”.

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