Consumo de sal e mortalidade: medição exata confirma relaçãoNotícias de Saúde

Terça, 26 de Junho de 2018 | 17 Visualizações

Fonte de imagem: Multiple Sclerosis News Today

Um novo estudo confirmou que o consumo de alimentos ricos em sal faz aumentar o risco de doenças cardiovasculares e morte.
 
Os resultados de estudos recentes indicaram que aquela relação não se verifica. No entanto, este estudo que foi conduzido por investigadores do Hospital Brigham and Women’s, EUA, empregou uma multiplicidade de medições que confirmaram a relação entre o sal excessivo na alimentação e o risco de problemas e morte cardiovascular.
 
O presente estudo sugere assim que os resultados contraditórios verificados em estudos anteriores recentes poderão ser devidos a métodos não rigorosos de estimar o sal consumido.
 
Com efeito, Nancy Cook, uma das investigadoras do estudo, afirma que “o sódio é notoriamente difícil de medir” pois, como se encontra escondido, é difícil medir a quantidade consumida através de um questionário alimentar. A excreção de sódio acaba por ser a forma mais exata de o medir, e este estudo empregou múltiplas medições de forma a obter-se maior exatidão.
 
Enquanto estudos anteriores efetuaram a medição do sódio através da urina, através do teste das tiras e fórmula de Kawasaki, os investigadores neste estudo usaram múltiplas formas de medirem o consumo de sódio por quase 3.000 pessoas com pré-hipertensão.
 
Os métodos usados incluíram estimativas baseadas na fórmula de Kawasaki e no método considerado como o padrão de excelência que usa a média de múltiplas amostras de urina não consecutivas. Isto deve-se ao facto de os índices de sódio na urina variarem ao longo do dia.
 
O método considerado como padrão de excelência indicou uma relação direta e linear entre um maior consumo de sal e um aumento no risco de morte. A fórmula de Kawasaki sugeriu uma relação em curva em forma de J, que significaria que tanto os níveis baixos como altos de sódio estariam associados a uma maior mortalidade.
 
“Os nossos achados indicam que a medição não exata do consumo de sódio poderá ser um importante contribuidor para os achados em forma de J relatados em alguns estudos de coorte. Os estudos epidemiológicos deveriam não associar os resultados de saúde com estimativas não fidedignas do consumo de sódio”, concluíram os autores.

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Referência
Estudo publicado na revista “International Journal of Epidemiology“