Consumo de fruta fresca está associado a um menor risco de ataque cardíacoNotícias de Saúde

Segunda, 25 de Abril de 2016 | 25 Visualizações

Fonte de imagem: Pixabay

O consumo de fruta fresca, na China, poderia prevenir meio milhão de mortes cardiovasculares por ano.

As pessoas que comem fruta fresca com muita regularidade apresentam menor risco de sofrer um ataque cardíaco e/ou acidente vascular cerebral do que as pessoas que raramente comem fruta fresca. A conclusão é de um grupo de investigadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) e da Academia Chinesa de Ciências Médicas. O estudo foi publicado no ‘New England Journal of Medicine’.

Estes resultados vêm de um estudo de sete anos de meio milhão de adultos na China, onde o consumo de fruta fresca é muito mais baixo do que em países como o Reino Unido ou Estados Unidos.

O estudo contou com a participação de 500 mil adultos de 10 localidades urbanas e rurais em toda a China e o acompanhamento de saúde foi feito durante sete anos, através dos registos de óbito e dos registos hospitalares eletrónicos da doença. O presente estudo foi feito entre pessoas que não tinham um histórico de doenças cardiovasculares ou tratamentos anti-hipertensivos quando entraram para o estudo.

A fruta  é fonte rica de potássio, fibras dietéticas, antioxidantes e outros compostos potencialmente ativos. Contém pouco sódio e gordura e tem relativamente poucas calorias. O estudo constatou que o consumo de frutas (que era principalmente maçãs ou laranjas) foi fortemente associado a muito outros fatores, tais como educação, a pressão arterial mais baixa, baixa glicose no sangue e não fumar.

Uma porção de 100g de fruta por dia foi associada a um terço menor de mortalidade cardiovascular e a associação foi semelhante em diferentes áreas de estudo, ambos homens e mulheres.

«A associação entre o consumo de frutas e risco cardiovascular parece ser mais forte na China onde muitos ainda comem pouca fruta, do que noutros países onde o consumo diário de fruta é mais comum», disse Huaidong Du, autor do estudo, à ‘Science Daily’.

Segundo Zhengming Chen, da Universidade de Oxford, é difícil saber se o menor risco em pessoas que comem mais fruta se deve a um efeito protetor real da fruta. No entanto, se for, o consumo de fruta fresca, na China, poderia prevenir meio milhão de mortes cardiovasculares por ano.

Partilhar esta notícia
Autor
MOOD
Referência