Consumo de álcool é o maior fator de risco para a demênciaNotícias de Saúde

Sexta, 23 de Fevereiro de 2018 | 31 Visualizações

Fonte de imagem: Hindustan Times

Um novo estudo revelou que os problemas relacionados com o consumo de álcool constituem os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da demência que podem ser prevenidos.
 
O estudo de natureza observacional, que foi até à data o maior sobre este tema, foi baseado num milhão de adultos com demência em França.
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, e de várias instituições francesas, analisou especificamente o efeito das doenças provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas, em pessoas diagnosticadas com doenças mentais ou comportamentais ou doenças crónicas causadas pelo consumo crónico e prejudicial do álcool.
 
Foram identificados 57.000 casos de demência precoce, ou seja, desencadeada antes dos 65 anos de idade, tendo sido a maioria (57%) atribuída ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
 
O consumo excessivo de álcool é, segundo a Organização Mundial de Saúde, definido como sendo superior a 60 gramas de álcool (o equivalente a cerca de 4 copos de vinho) para os homens e 40 gramas (cerca de 2,5 copos de vinho) para as mulheres, diariamente.
 
Embora a grande maioria dos casos de demência tivessem sido detetados em mulheres, o mesmo não se observou com os casos de demência precoce, em que 64,9% dos casos foram identificados em homens.
 
“Os achados indicam que o consumo excessivo de álcool e as doenças relacionadas com o uso de álcool são os fatores de risco mais importante para a demência, e especialmente importantes para os tipos de demência que inicia antes dos 65 anos de idade, e que conduz a mortes prematuras”, comentou Jürgen Rehm, coautor do estudo.
 
O investigador lembrou ainda que as doenças relacionadas com o consumo de álcool reduzem, em média, a esperança de vida em mais de 20 anos, e que a demência é uma das causas principais de morte nessa população.
 
Mediante os resultados, os autores sugerem mais rastreios, intervenções no consumo excessivo de álcool e tratamento de doenças relacionadas com o seu consumo, de forma a reduzir a demência induzida pelas bebidas alcoólicas.

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Referência
Estudo publicado na revista “The Lancet Public Health”

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