Consumo de álcool associado ao stress pós-traumático é diferente entre os sexosNotícias de Saúde

Terça, 10 de Novembro de 2020 | 6 Visualizações

Investigadores do Instituto de Investigação Scripps, Estados Unidos da América, analisaram mudanças no cérebro que podem ser responsáveis pelo abuso de álcool entre pessoas com stress pós-traumático.
 
Os investigadores descobriram que os homens e as mulheres apresentam sintomas e características cerebrais distintas do stress pós-traumático e da perturbação do uso de álcool. 
 
A investigação examinou o comportamento, padrões de sono, respostas imunitárias inflamatórias e níveis de um neurotransmissor conhecido como ácido gama-aminobutírico (GABA), que diminui a ansiedade e aumenta a sensação de relaxamento e é uma característica comum da dependência do álcool.
 
Os investigadores verificaram que em ratos o stress traumático e o álcool exacerbaram outros comportamentos comuns no stress pós-traumático, tais como reações de evitação social e comportamento defensivo.
 
No entanto, os investigadores notaram diferenças na forma como os ratos macho e fêmea se comportaram após o trauma e viram padrões marcadamente diferentes de sinalização GABA, sendo que os machos mostraram um aumento da função recetora de GABA, enquanto as fêmeas mostraram um aumento da libertação de GABA.
 
A investigação descobriu também que os homens, ao contrário das mulheres, exibem um biomarcador imunitário, pequenas proteínas conhecidas como citocinas, que são segregadas por células imunitárias, que determinavam a vulnerabilidade ao distúrbio do uso do álcool.
 
Os investigadores identificaram perfis de citocinas específicas, muitas delas não associadas anteriormente a comportamentos de stress, que estavam fortemente associadas a maus resultados associados ao consumo excessivo de álcool.
 
Os investigadores concluíram que a compreensão das diferenças biológicas entre homem e mulherpode ajudar a melhorar os resultados no tratamento de doentes com este tipo de distúrbio.

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Referência
Estudo publicado na revista “Molecular Psychiatry

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