Confirmados riscos de cesarianasNotícias de Saúde

Sábado, 23 de Maio de 2015 | 98 Visualizações

O governo federal dos Estados Unidos acaba de revelar conclusões estatísticas que reforçam a ideia de que os partos por cesariana são mais arriscados do que os nascimentos por via vaginal. De acordo com o departamento de estatísticas de saúde do Centro Nacional para a Prevenção e Controlo de Doenças, as mulheres que dão à luz o seu primeiro filho por cesariana são mais propensas a necessitar de transfusões de sangue e serem internados em unidades de cuidados intensivos.

Para além disso, num segundo parto, 90 por cento destas mulheres têm outro filho também através de um parto cirúrgico, revelou Sally Curtin, especialista daquela instituição federal, para quem “a primeira cesariana muda tudo” e altera em definitivo “a capacidade da mulher em encarar um futuro parto normal”.

Em paralelo, existem “mais riscos de saúde das mães submetidas a cesarianas de repetição”, adiantou a mesma responsável. Esses riscos incluem a necessidade de transfusões, rutura uterina, maior tendência a internamentos em unidades de cuidados intensivos e uma maior probabilidade de uma histerectomia (a remoção cirúrgica do útero).

Por sua vez, Mark DeFrancesco, presidente do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas afirma que este relatório estatístico “ressalta a importância de esforços para evitar cesarianas primárias”, isto é, feitas no nascimento de um primeiro bebé. Apesar de reconhecer que os partos cirúrgicos são, muitas vezes, essenciais para salvar vidas, “usam-se em demasia nos Estados Unidos. Nos últimos anos, cerca de um em cada três partos foi realizado através de cesariana”.

Outras principais conclusões do relatório:

• As taxas de complicações são maiores para as cesarianas do que para os partos vaginais. As transfusões sanguíneas e internamentos de urgência atingem, respetivamente 525 e 383 casos por cada 100 mil nados-vivos. Já as taxas de rutura uterina e histerectomia são maiores nas cesarianas de repetição (89 e 143 por 100 nados-vivos).

• O aumento das taxas de complicações após cesarianas é encontrado em quase todos os grupos etários e para mulheres de todos os grupos raciais e étnicos.

• As mulheres que têm um segundo parto vaginal após uma cesariana apresentam taxas mais baixas para a maioria das complicações.

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