Condições socioeconómicas influenciam o diagnóstico do cancro hepáticoNotícias de Saúde

Domingo, 08 de Novembro de 2020 | 13 Visualizações

Fonte de imagem: Jaleko

Investigadores dos Estados Unidos da América verificaram que as condições socioeconómicas têm um grande envolvimento no diagnóstico tardio e prognósticos negativos do cancro hepático.
 
Os investigadores analisaram a mais recente atualização da base de dados de vigilância de cancro, epidemiologia e resultados de cancro, sendo que esta incluía informação de 21 regiões dos EUA, representando aproximadamente 35% da população do país.
 
A investigação mostrou que de 2004 a 2017 havia 83.237 adultos com cancro do fígado, entre os quais 49,1% tinham a doença localizada na altura do diagnóstico e 14,4% tinham um estado avançado da doença que se tinha propagado.
 
A investigação verificou que os doentes com cancro do fígado provenientes de regiões rurais e agregados familiares com rendimentos mais baixos têm frequentemente cancro mais avançado na altura do diagnóstico e enfrentam um risco de morte mais elevado em comparação com outros doentes.
 
Os investigadores descobriram que, em comparação com doentes em grandes áreas metropolitanas com uma população de mais de 1 milhão de pessoas, os doentes em regiões rurais tinham 10% mais probabilidades de ter cancro do fígado avançado na altura do diagnóstico e 5% mais probabilidades de morrer. 
 
Os investigadores verificaram ainda que, em comparação com os doentes com um rendimento familiar anual de pelo menos 70.000 dólares, os doentes com um rendimento familiar anual inferior a 40.000 dólares tinham 15% mais probabilidades de ter cancro avançado na altura do diagnóstico e 23% mais probabilidades de morrer.
 
O estudo salienta a necessidade de compreensão dos fatores que levam a maus resultados de cancro do fígado entre as populações carenciadas e vulneráveis, incluindo as que vivem em regiões rurais ou entre os agregados familiares com baixos rendimentos, de modo a que intervenções possam abordar as necessidades destas populações. 

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Referência
Descoberta publicada na revista “Cancer”