Como vencer a enxaquecaNotícias de Saúde

Sábado, 15 de Março de 2014 | 344 Visualizações

Tem a cabeça a martelar-lhe, durante dia e noite, e já não sabe o que fazer? O truque está em controlar os fatores, como a alimentação e o sono.

Começa com um ligeiro pulsar, quase sem se dar conta. No entanto, à medida que as horas passam, a dor persiste e, inclusive, aumenta. A enxaqueca caracteriza‑se pela dor de cabeça intensa na região frontal ou temporal. Do ponto de vista científico, a dor acaba por atacar metade da cabeça e é, geralmente, acompanhada de outras perturbações como náuseas, vómitos ou distúrbios oculares. Apesar dos cientistas terem descoberto que existem causas genéticas para esta doença, distúrbios hormonais e algumas substâncias podem provocar a dilatação dos vasos cerebrais e, consequentemente, o latejar interno.

Cefaleia e enxaqueca são a mesma coisa?

As duas designações patológicas referem‑se, genericamente, ao mesmo: significam a existência de dor de cabeça. Porém, têm sintomas distintos e diferenciam‑se pela intensidade da dor.

A cefaleia pode dividir‑se em primária ou idiopática, isto é, aquela que tem causa ou origem própria, e em secundária. É descrita como um peso ou uma moinha na nuca ou zona frontal, e está associada a cansaço, alterações do sistema nervoso, stress e posturas incorretas. É diferente da enxaqueca por ser menos intensa: não é latejante, não existem vómitos, a luz é tolerada e não se agrava com o esforço, o que permite uma atividade profissional ou social.

A enxaqueca é uma dor de cabeça muito forte que aparece periodicamente e é latejante. Agrava‑se com os esforços físicos ou mentais. Pode durar horas ou dias.

As diferentes enxaquecas

De fim de semana: Ocorre quando há alteração do horário de sono ou falta de pequeno‑almoço.

Com aura: Tem‑se perturbações da visão, com distorção das imagens, sensações de pontos ou figuras luminosas, e pode sentir-se dormência na cara.

Menstrual: Acontece antes, durante ou após a menstruação e tem que ver com os ciclos biológicos e hormonais da mulher.

Tratamento: o que fazer?

Para acabar com as dores de cabeça, os médicos costumam receitar analgésicos (como o paracetamol ou o ibuprofeno) ou anti‑inflamatórios que, porém, não fazem mais do que controlar as crises. As causas biológicas ainda são incertas, apesar dos últimos avanços. No entanto, deve moderar o recurso aos medicamentos, visto que a sua utilização em demasia poderá reverter o efeito desejado.

Prevenir: arrume com a dor de cabeça

  • Faça uma alimentação saudável. Coma regularmente, de três em três horas. Para além disto, ingira alimentos ricos em vitamina B2 – como lácteos, carne e cereais integrais –, em Ómega 3 – peixe gordo como atum e salmão – e em vitamina C – citrinos, quivi, tomate e pimento.
  • Aprenda a utilizar técnicas de relaxamento no dia-a-dia para baixar os níveis de stress.
  • Durma entre sete a oito horas por dia.

Causas: o que provoca?

Entre 12 a 16% da população mundial sofre com enxaquecas. Por quê?

  • Alimentação. Certas substâncias como a tiramina (existente em banana e queijo curado), a feniletilamina (no chocolate) e a histamina (em bebidas fermentadas como a cerveja e os enlatados) – contribuem para a dilatação dos vasos sanguíneos e, logo, para o aparecimento das dores de cabeça.
  • Sistema Nervoso. Períodos de stress dão origem a crises de enxaquecas.
  • Sono irregular. Dormir demasiado ou pouco.
  • Esforço físico em excesso: Se for muito intenso deixará de ser benéfico (incluindo o sexo).
  • O meio ambiente. Luzes fortes, odores intensos e ruídos grandes podem desencadear uma enxaqueca.

Mulheres: as mais afetadas

No estudo realizado pelos investigadores da Universidade de Griffith, na Austrália, depreendeu‑se que os dois cromossomas X poderão estar envolvidos. O que pode justificar a prevalência de mulheres, no que diz respeito às enxaquecas. Ao passo que as mulheres têm dois cromossomas X, os homens têm um X e um Y. No entanto, o facto de terem menstruação também as torna vulneráveis. A dor de cabeça é um sintoma da Tensão Pré‑Menstrual (TPM).

Sabia que...

Uma equipa de investigadores da Universidade de Griffith, na Austrália, identificou uma região do cromossoma X como responsável pelo desenvolvimento de enxaquecas, confirmando o factor genético como preponderante no aparecimento da doença.

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Autor
Impala
Referência
investigadores da Universidade de Griffith, na Austrália

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