Como se formam os nossos músculos?Notícias de Saúde

Quarta, 14 de Novembro de 2018 | 510 Visualizações

Fonte de imagem: Bel Marra H

Uma equipa de investigadores descobriu recentemente duas proteínas que são essenciais para o desenvolvimento do músculo esquelético. 
 
O achado que foi o resultado de um estudo conduzido pela equipa liderada por Jean-François Côté, da Faculdade de Medicina da Universidade de Montreal, Canadá, poderá ajudar a perceber melhor as doenças musculares raras e a desenvolver novos tratamentos. 
 
O tecido muscular, o mais abundante do corpo humano, é essencial para que todos os seres vertebrados possam funcionar e movimentar-se.
     
Os músculos esqueléticos estão ligados aos ossos e permitem que o corpo se movimente. A formação do tecido muscular respeita a mesma sequência, quer seja num embrião em desenvolvimento ou num atleta profissional. 
 
Jean-François Côté explica esse processo: “nos vertebrados, as células derivadas de células estaminais, conhecidas como mioblastos, alinham-se primeiro umas com as outras, ficando tão juntas até eventualmente se tocarem e comprimirem as suas membranas celulares”. 
 
Os mioblastos acabam por se fundir, criando uma célula grande. Este fenómeno é conhecido como fusão celular. O investigador esclareceu que “a fusão celular envolve apenas alguns tecidos, incluindo o desenvolvimento da placenta e a remodelação dos nossos ossos”.
 
Para desenvolverem e repararem os músculos, os mioblastos têm que se movimentar com muito cuidado. Qualquer movimento em falso pode causar defeitos. Os investigadores descobriram duas proteínas que regulam esta “coreografia” dos mioblastos: a ClqL4 e a estabilina-2.
 
São aquelas proteínas que asseguram o sucesso da delicada sequência. A ClqL4 e a estabilina-2 desaceleram e desencadeiam a fusão celular, respetivamente, em momentos-chave. 
 
Se a sequência dos mioblastos for interrompida, os músculos não terão o tamanho correto e a sua função será afetada. Isto é o que sucede com as doenças musculares caracterizadas por uma fraqueza que dificulta os movimentos.

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Referência
Estudo publicado na revista “Nature Communications”

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