Comer demasiado rápido pode aumentar peso e risco de doença cardíacaNotícias de Saúde

Sábado, 18 de Novembro de 2017 | 68 Visualizações

Fonte de imagem: Sites at Penn Stat

Comer demasiado rápido, uma tendência infelizmente cada vez mais habitual nos nossos dias, pode promover o aumento de pessoa e afetar a saúde cardiometabólica, apontou um novo estudo. 
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Hiroxima, Japão, e apresentado nas Sessões Científicas de 2017 da Associação Americana do Coração, demonstrou que o hábito de comer depressa aumenta o risco de diabetes, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC).
 
Para o estudo, que foi liderado pelo cardiologista Takayuki Yamaji, a equipa investigou e seguiu 1.083 participantes, 642 dos quais eram do sexo masculino, com uma mediana de idades de pouco mais de 51 anos.
 
No início do estudo, que foi em 2008, os participantes não apresentavam síndrome metabólica e foram seguidos durante um período de cinco anos.
 
Os investigadores recolheram dados sobre o estilo de vida dos participantes, bem como hábitos alimentares, atividade física e histórico clínico, através de questionários.
 
Os participantes foram divididos em três grupos, consoante a velocidade de ingestão alimentar: vagaroso a comer, normal a comer e rápido a comer. O ganho de 10kg de peso nos participantes, desde os 20 anos de idade, foi considerado como sendo “ganho de peso” para os objetivos do estudo.
 
Foi verificado que 84 participantes desenvolveram síndrome metabólica durante os cinco anos de monitorização. Uma maior rapidez de ingestão alimentar foi correlacionada com um maior aumento de peso, mais glicose no sangue, maiores níveis de colesterol LDL, ou mau colesterol e um perímetro abdominal mais elevado.
 
A equipa apurou que as pessoas que comiam com maior rapidez apresentavam o dobro da propensão de desenvolverem síndrome metabólica em comparação com os participantes que comiam com uma velocidade normal. 
 
Com efeito, os indivíduos que comiam rapidamente apresentavam uma tendência 11,6% maior de desenvolverem síndrome metabólica, em comparação com os 6,5% dos que comiam a um ritmo normal e os 2,3% dos que comiam a um ritmo lento.
 
“Comer mais devagar poderá ser uma alteração do estilo de vida crucial para ajudar a prevenir a síndrome metabólica [...]”, concluiu Takayuki Yamaji.

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Referência
Estudo publicado na revista “Circulation”

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